O erro que você vê em mim está dentro de você

Vamos colocar os pontos nos is: você se chateou por algo que eu disse. Algo que não tem tanto peso assim, mas que você enxergou como gigantesco por uma atitude de reação aos seus próprios sentimentos e forma de ver a vida e as pessoas. Nós tínhamos uma amizade, mas você se achou no direito de me julgar. Você desconsiderou e desmereceu minha atitude de ir te pedir desculpas. Uma atitude sincera e corajosa demais para o que você poderia suportar porque foi uma atitude de alguém que escolheu valorizar a relação e não uma primeira e única briga pontual.

Essa era a minha versão dos fatos até eu entender que eu não tenho como mensurar o tamanho da sua dor diante de palavras ditas sem a intenção de ofender.

Você não me perdoou. Não conseguiu tirar os olhos do seu ego. Não me deu a liberdade de errar. Não lutou por nossa amizade. Você quis diminuir os meus problemas. Você arrumou tantas justificativas quanto pôde para me dizer que eu não poderia ter errado. Você escolheu atirar pedras e convidou outras tantas pessoas para atirarem junto com você. Você disse se preocupar com o coletivo mas (Cristo!) você não faz a sua parte, criatura! Você acha que eu não posso ser emocional, que eu não posso perder o controle, que eu não posso misturar as coisas. Mas todo mundo misturou, na sua frente, e você só reagiu a mim.

Essa era a minha versão até eu entender que a proporção que você deu às minhas atitudes era proporcional à admiração que você me tinha e eu sinto muito em ter lhe decepcionado.

E você que fez pior dizendo que me entendia? Eu acreditei, eu me abri, eu mostrei meus sentimentos. Mas, pelas minhas costas, você estava compactuando com os atiradores de pedras dizendo que tinha nojo de mim… E você que fez pior tirando de mim o meu direito de escolha e o jogando nas mãos do povo? “Crucifica ou liberta?” Gente…

Essa era a minha versão olhando para o meu sofrimento até eu entender que a sua busca por protagonismo é proporcional à sua insegurança e baixa autoestima, o que também gera muito sofrimento e algumas buscas equivocadas e desesperadas para evitar sensações ruins.

Fala a verdade: o que você não gosta em mim, você tem de sobra só que, diferente de você, eu engulo seco e ajo com a verdade. Amadureci o suficiente para assumir a responsabilidade por meus atos. Fala a verdade: sua maneira ávida de me atingir mascara uma postura que você quer esconder e que não contribui para o bem do coletivo, como diz o seu discurso. Fala a verdade: você quer competir, quer estar em evidência, quer me diminuir perante os outros para se engrandecer.

Outra versão que eu tinha: a de uma pessoa, extremamente, ferida até entender que o meu ressentimento por ter sido julgada não me dá o direito de fazer igual.

Eu tenho uma verdade para todas as suas atitudes: olha, eu não sou perfeita, nem quero ser. Sou do tipo que vive aprendendo e, quando erra, faz o que é certo: admite, pede desculpas, tenta reaver o que julga ter valor. Olha, sua forma de me julgar por um erro que cometi não tira de você os erros que você cometeu, erros que você abomina, inclusive. Olha, eu estou aqui trabalhando com meus sentimentos para me perdoar e te perdoar, completamente, porque eu não mereço carregar mágoa no coração. Estou aqui me perguntando as vezes em que fui injusta com alguém falando pelas costas, julgando, sendo rude… Estou, aqui, me comprometendo a nunca mais ser pra alguém o que você foi pra mim.

Olha, é uma pena que você, ainda, não tenha aprendido sobre isso no seu trajeto, uma pena que não saiba ter empatia e nem se colocar no lugar do outro. Eu posso até te entender, mas o tempo já me fez retirar a capa da culpa e deixá-la no chão. Eu tenho o direito de errar. Tenho o direito de me arrepender. Tenho o direito de seguir em frente.

Esse era o meu esforço racional enquanto a dor pairava. Hoje, tendo a dor se ido, eu tiro três mensagens do que foi vivido:

  1. O silêncio é sábio.
  2. Tenha empatia pelas pessoas. Você não sabe o que elas estão passando. Você não tem o direito de julgá-las.
  3. O perdão liberta.

Sobre ser uma mulher, dentre tantas outras incríveis

Texto escrito em 2015. Quem sabe, ainda, atual.

Menina, o passar dos anos irá te mostrar o que é deixar de ter um vínculo de responsabilidade mas, em alguns termos, considerado acolhedor e afetuoso como o colégio, a faculdade. O tempo vai te colocar em frente à necessidade de se perder pra poder se encontrar. Num piscar de olhos você terá uma série de responsabilidades pra dar conta e não poderá se questionar sobre conseguir ou não. O tempo só vai te fazer tentar porque estão te pagando pra isso.

Num piscar de olhos, aquelas rodas de amizades confiáveis, aquelas inúmeras possibilidades (aparentemente, intermináveis) de encontrar seus companheiros de guerra, aquele contato constante que preenchia seu tempo com mensagens, trabalhos em dupla, em trio, em grupo, aquelas saídas frequentes que misturavam sua vida profissional com a pessoal porque ao seu lado, aprendendo, também, estavam os seus amigos, tudo isso vai caminhando para um campo mais raro. Sua vida, agora, é trabalho, às vezes, trabalho e estudo mas é um estudo mais consciente do que você quer. As amizades continuarão, e você precisará ser forte para mantê-las vivas através de ligações sem motivo e cumprimento de promessas de reuniões, também, sem motivo. Você aprenderá a ser amiga das pessoas não porque são vizinhos ou colegas de turma mas, apenas, porque você os ama e os quer por perto, ainda que não haja nenhum vínculo que te obrigue a continuar os vendo. É aí, meu amor, que você irá se percebendo adulta.

O passar dos anos vai, também, te ensinar a ganhar dinheiro e a gastá-lo com a mesma responsabilidade que você vem guiando a sua vida sem entregar suas rédeas aos seus pais. Mas é aí que seus pais mais estarão presentes, já diria Belchior. Sua criação vai refletir bem nos seus valores e em como você viverá sua liberdade. Você não precisará de permissão para se locomover, para aceitar convites, para gozar da companhia das pessoas que você queira, para obter produtos que você ache necessário ter desde que tenha honra pelas saias que veste, como diria vovó (pode ter honra pelas calças, shorts, vestidos e macacões também, é claro!). Isso quer dizer: desde que seja responsável por suas escolhas, desde que assuma as consequências de suas decisões. E você irá saber fazer isso.

Amor, você vai cair e levantar várias vezes. Vai, então, aceitar que a vida é feita disso, não temos o controle sobre tudo. Aí, então, você se perceberá independente, madura, dona do próprio nariz. Aparentemente, nada faltará até que todo esse amor com que você vem se educando, se policiando, se respeitando nesse mundo tão maluco, tão cheio de possibilidades, vai te pedir um carinho mais transbordante. Você é linda, todos sabem, mas vai aprender a gostar de se cuidar. Não pelos homens (mulheres), namorados (as), pretendentes. Essas são experiências que fazem parte, nós sabemos. Mas você vai saber que elas não te fazem uma mulher. Uma mulher não é feita, apenas, de conhecimentos sobre sedução ou sexo. Não… Pra ser mulher, não basta dar. Você vai aprender a amar seu corpo, respeitar sua essência, sua beleza, sua fortaleza gigante em formato de meiguice. Aí, amor, você vai refletir essa “você” inteira na forma como arruma e trata os cabelos e como só você tem o jeito próprio de passar as mãos neles, durante o dia. Essa “você” estará nos produtos que escolheu pra sua pele e no tempo que gasta, com carinho, cuidando e embelezando ela. Esta “você” estará nas roupas e calçados que o seu suado dinheiro está comprando, aqueles que se parecem mais com sua forma de ser, de andar, de falar, de se mexer.

Aí, amor, sentindo sua alma dentro do seu corpo e olhando com carinho para o seu espelho, você sentirá a dádiva de ser adulta, de ser independente mas, acima de tudo, de se sentir mulher. Seja bem-vinda “eu”! Outras mil “eus” pré e pós existentes estavam à sua espera. Outras mil mais aguardavam o que você teria para se completarem. Agora, você sabe que não se trata de ter orgulho de ser mulher. Você tem orgulho de quem se tornou, do que construiu e do que conquistou, no mundo de hoje, sendo mulher. Parabéns pra mim. Parabéns pra vocês.

Menina, o que há com você?

(Na realidade, me antecipo a dizer que a menina pode tudo. Mas há quem se fira com suas atitudes intencionais)

Você tem uma raiva gratuita e espontânea de qualquer garota que ameace seu posto de ser o centro das atenções. Você se insinua pra tudo quanto é homem e não perde a chance de se envolver com eles para conseguir o que quer. Você não se importa com a ética em ambientes de estudo ou trabalho. Você não se esforça para se dedicar, ao menos, a uma única coisa, em sua vida, e acha que pode findar seus dias bebendo, dançando, fumando, vestindo roupas provocantes e passando a perna nas pessoas. Menina, o que há com você?

Será que, para se sentir alguém, você precisa criar rivais? Será que você não consegue viver sem os olhos das pessoas sobre você? Por que você quer ou precisa tanto desses olhares? Será que é porque a sua autoestima não está ok? Você luta para obter a atenção das pessoas e se sente ameaçada quando isso não acontece. Você recorre a bens que te anestesiam e se passa por uma pessoa engraçada que nunca vai ter juízo, que nunca vai tomar um rumo, que sempre vai precisar de ajuda para poder se aproximar dos outros. Na verdade, você é extremamente carente, tem a autoestima extremamente baixa, nunca sentiu amor próprio e nunca teve coragem de mostrar quem você, realmente, é.

O que você ganha com isso, garota? Qual é a graça de achar que a solução dos seus problemas está em fatores externos? Por que será que você não consegue olhar pra dentro? Qual é a sua real necessidade quando se insinua para pessoas do sexo oposto e faz sexo com elas sem nunca ter sentido o amor? Que medo é esse de se entregar? Que medo é esse de encontrar o seu lugar? Agora, mesmo, você está seduzindo e se envolvendo com o seu superior. Ele está perdido no sofrimento e você o leva para bares e festas com as quais ele não se identifica, mas ele vai porque ele é muito mais velho do que você e tem um complexo gerado por uma juventude que não viveu. Ele está encantado com o seu frescor, com a sua juventude, com a sua loucura. Na verdade, ele acha que estar perto de você e acompanhar suas inconsequências pode ser a única escolha empolgante, já que ele luta para se sentir confiante e não consegue. Ele não consegue enfrentar a si, ele não sabe porquê está com você e você não sabe porquê está com ele.

O que te faz sentir uma pessoa melhor em se aproveitar de uma pessoa que está frágil, emocionalmente? Qual é a graça de fazer tantos movimentos para sua vida sexual sem algo de verdadeiro? O que de bom há em machucar o coração da mulher que, realmente, ama esse cara? Não quero tirar a responsabilidade dele da história. Mas seria bom que o seu senso de autorresponsabilidade acordasse desse sono profundo. Menina, você é jovem, bonita, inteligente, tem uma vida pela frente te esperando. Uma vida maior do que esse círculo vicioso onde você se meteu. A vida pode ser melhor do que isso. Seja lá qual for a dor que você esconde, descubra-a, enfrente-a. Descubra quem você é e o que realmente quer. Então, terá paz. Acredite, magoar os outros, causar intrigas, competições, viver relações vazias não contribui para que te tornes a melhor versão de si. Não atrai para ti um olhar verdadeiro e profundo, não te faz ser amada.

Menina, aprende a se respeitar, aprende a se amar. Se conseguires, entenderás o quanto é importante ter respeito pelos outros, aproximar-se dos outros por quem você é. Sei que estás cansada de fazer este papel. Sei que pode ser doloroso não descansar no seu próprio eu. Então desista disso. Desista de se alimentar do que os outros pensam e falam, desista de montar um personagem para obter a atenção e o cuidado deles. Cuide-se, cresça, amadureça, tome as rédeas de sua vida. Menina, pare de magoar as pessoas, gratuitamente, apanha a tua dignidade do chão ou as pessoas nunca deixarão de sentir pena de ti.

Minha cara, acredite, você consegue

Cara desconhecida, essas palavras vão para você que se vê vivendo a mesma história repetidas vezes e não consegue tomar uma atitude assertiva mediante a sua própria vida. Em primeiro lugar, eu quero dizer que te entendo. Mesmo. Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente não sabe como deixar de querer. A gente não sabe como deixar pra lá alguém que a gente quer tanto do nosso lado. Diante da sua transparência e da forma verdadeira como você vivencia as relações, compreendo que, para ti, seria muito mais fácil modificar o sentimento para que o movimento do teu mundo exterior modifique, também. Mas, minha cara, eu te digo: às vezes, a gente precisa forçar a barra.

Se você sente que sofre muito mais do que sorri e se sofre por quase os mesmos motivos; se, quando está tudo bem, você sente medo de, a qualquer momento, ficar tudo mal; se você anda se desgastando com brigas e desentendimentos, ligue seu botão de alerta, algo aí não está certo. Às vezes, quando nos vemos muito mergulhadas em um sentimento ou numa situação a ponto se ter a sensação de viver, somente, aquilo no nosso cotidiano, podemos ser extremistas. Então, resolver uma questão que nos faz mal pode significar um sofrimento insuportável provocado pela dúvida de estarmos ou não fazendo a coisa certa. Não queremos nos sentir culpadas, queremos agir de maneira íntegra, não queremos dar motivos, não queremos falhar e nem magoar ninguém. Não queremos, principalmente, ir embora com dúvidas sobre o sentimento de outra pessoa por nós quando queremos, com todas as forças, ter certeza de que pode ser um sentimento bom e recíproco.

Mas, minha cara, ter dúvidas sobre os sentimentos de alguém não deve ser encarado como algo positivo. O amor se mostra, o amor se sente, o amor se vive, entende? Mas eu sei que a vontade de não estar vivendo uma dor tão forte a ponto de não querer enxergar a realidade como se mostra pode nos cegar.

Às custas de anos de sofrimento, racionalizei alguns movimentos e construí mecanismos de autoproteção que podem ser de utilidade pública. Vou te contar:

1. Quando você se sentir machucada, não tome decisão alguma. De cabeça quente, podemos ser rudes e nos perder nas cobranças, além de nos expor em um momento de fragilidade.
2. Após esfriar a cabeça, avalie as atitudes (e não as palavras) da pessoa para com você. Para isso, é necessário que você tenha certezas sobre o modo como gostaria de ser tratada.
3. Se, na sua concepção, as atitudes dessa pessoa demonstram o amor que ela tem por você, converse e exponha o que te feriu, amorosamente. Entre duas pessoas que se amam, o diálogo é peça fundamental para levar à compreensão mútua sobre seus sentimentos. Se você perceber que a pessoa não te ama, se afaste com educação e sem dar explicações (a menos que você precise terminar um namoro, noivado ou casamento). Apenas a despiste e não permita aproximações. Entenda que as pessoas não mandam em seus sentimentos e só agem da maneira como aprenderam até aquele momento de suas vidas. Ninguém pode dar o que não tem. Se não quer sentir uma dor contínua causada pela proximidade, permita-se sentir a dor de uma vez só em busca da cura com o afastamento. Se, ainda, tiver dúvidas sobre o sentimento da pessoa por você, continue sem agir. Apenas observe o movimento alheio.

Muitas vezes, podemos nos apaixonar por quem não quer a gente. Podemos ter certeza disso e, ainda assim, insistir em transformar um não em um sim. Podemos sentir dificuldades de sair daquela história porque acostumamos aquele ser humano a se alimentar do nosso sofrimento, nos permitimos ser um brinquedo, uma opção combinada com a conveniência do outro. Assim, sempre que essa pessoa nos procura ou quer chamar a nossa atenção, nos iludimos achando que ela nos retribui em sentimento, atenção, consideração. Mas não é isso. Na verdade, aquilo que não se mostra como motivo de bem-estar para o nosso coração, é puro ego, nada mais. Às vezes queremos, com todas as forças, nos apoiar em palavras que, sem atitudes, não possuem consistência. Às vezes, achamos que não vamos conseguir sobreviver longe daquilo que nos faz tão mal. Podemos cair, sempre, nos mesmos erros provocados pelas mesmas atitudes. Às vezes, não sabemos como cortar o ciclo que faz a bola de neve inchar. O segredo é se observar, se conhecer e decidir. Decida o que você quer pra você, se fortaleça em atividades, em situações e em pessoas que você sabe que te fazem bem, tenha uma vida para se amar fazendo o que ama e buscando o que sonha. Seu coração, é seu radar de alerta.

Acredite, você consegue.

Me perdoe por não poder lhe julgar, julgando

Colega, por algum tempo, eu te chamei de amigo… Eu me doei e me atirei a me importar contigo como é praxe de minha personalidade com novas relações. Tenho reparado que as pessoas muito se defendem. Eu não. Eu pago pra ver, até que me provem o contrário. Que besteira é essa de não me dar uma chance de ter um amigo? Que besteira é essa de não me dar uma chance de ser um amigo para alguém? Tenho reparado que o universo emocional das pessoas anda meio adoentado e tudo pode ser motivo para alguma desconfiança.

Colega, não acho que este seja o nosso caso. O que eu acho é uma realidade muito dura de dizer. No entanto, uma vez dita, se torna algo simples como uma pena que cai no chão, vagarosamente.

Eu acho que afinidade e bem-querer não se escolhe com a cabeça. Até hoje, nunca se descobriu o motivo real que nos leva a gostar de alguém querendo compartilhar felicidade. A gente gosta e pronto. Por isso, não posso te julgar…

Não posso te julgar pelo abandono que eu sinto. Não posso te julgar por essa sensação inadequada de injustiça. Não posso te julgar pela minha escolha de ter te acolhido no círculo de doação da minha mais carinhosa amizade. Compreenda que sou humana e meu nível de evolução, ainda, não me permite enxergar com naturalidade estes momentos em que tanto precisei de ti e tu, sabendo que eu não estava bem, nada fez. Não cresci tanto a ponto de não sentir falta de um feliz aniversário, no início do mês passado. Sendo que fulano ficou doente e todo mundo caiu em cima de preocupação. Sendo que sicrano fez aniversário e todo mundo se mobilizou para comemorar. Não sou tão madura para admitir que doei mais do que o necessário e que tu, também, podes estar galgando teus níveis de evolução.

Foi barra, colega… É uma barra esses desencontros da vida que brigam com as nossas carências. É muito difícil não querer se fechar para o mundo, não tomar uma postura vingativa, não querer se proteger de quem te desmerece, mesmo que esse alguém não tenha culpa. Quem não fecha o coração diante das frustrações dessa vida é que é forte, mesmo.