É possível escolher, sempre

Havia uma festa mas não deu vontade de ir. Havia afazeres, mas coube mais um episódio da minha série favorita. Havia pressa, mas deu pra fazer o meu tempo. Havia desânimo, mas deu pra passar por cima e me abrir para algo de novo dentro da minha própria rotina. Dentro disso, a parte boa de poder fazer escolhas, a parte boa de passar um dia inteiro em minha própria companhia fazendo o que eu gosto, a parte boa de não me afetar com o que os outros podem estar pensando. A parte boa da vida: é possível escolher, sempre.

O sentido de transpor muralhas

Eu arrastei o meu cansaço, no feriado. Arrastei as dores corporais de tanto andar e carregar peso do dia anterior. Arrastei, para a frente do computador, a minha vontade de não levantar e de não saber lidar com imprevistos. Arrastei tudo o que era meu comigo como se esse tudo estivesse numa trouxa de lençol. Então, eu decidi realizar as prioridades. Conversei com minha ansiedade e com minha tristeza. Expliquei que nosso tempo de paralisar e tentar se anestesiar com lanches e Netflix era findado. Era hora de enfrentar a vida recriando a luta pelos sonhos. Prioridades. Lá fomos nós, eu e minha bagagem, realizar. Uma coisa de cada vez. Devagarinho. Chegamos. Sobrou tempo para estudar. Enquanto estudávamos, sonhei. Sobrou tempo para trabalhar nos projetos pessoais. Enquanto trabalhava, sonhei. Produzir não, necessariamente, rima com estar bem, emocionalmente. Mas o sentido de transpor as próprias muralhas é tão lindo quanto escrever um poema.