Encare a rejeição com naturalidade

Ninguém gosta de ser rejeitado, mas qual é o problema? A rejeição deveria ser encarada como algo tão natural quanto comer arroz com feijão, na segunda, e bife acebolado, na terça. Pelo amor de nosso Senhor Jesus Cristo, quem se conhece e se ama, quem sabe o seu valor, não pode esmorecer diante de uma rejeição, não pode deixar de acreditar no amor por causa de uma rejeição, nem pode se desvalorizar nem sofrer, infinitamente, por causa de uma rejeição.

Presta a atenção, gente: rejeição é coisa natural da vida. Neste mundo de afinidades e competências, estamos propícios a encontros e desencontros. Os desencontros NÃO SÃO o fim do mundo. São, só, desencontros. Não morram de tristeza por isso. Fiquem tristes, no máximo. Depois, de posse da sua essência e dos seus ideais, continue lutando pelo que faz sentido pra você. Pronto.

As pessoas têm o direito de serem diferentes e pensarem diferente, de terem gostos diferentes. Ninguém precisa brigar ou humilhar por causa disso. Tem gente que faz isso, mas aí a gente pede a Deus por esses seres humanos tão carentes de evolução como nós. O fato de uma ou, até, mais pessoas, em um universo de sete bilhões, não te querer quer dizer, absolutamente, nada. Não diminui o seu potencial nem faz esvair a tua essência. Você, com sua maturidade, tenha respeito por esses seres e siga em frente, sem tristeza ou raiva disso. Siga vazio ou pleno de amor por si mesmo e vá fazer o seu plantio. Isso é normal. Nem bom nem ruim. Normal. Não diminui e nem aumenta. Normal. Não vamos mudar para provar que aquela pessoa está enganada a nosso respeito se a única motivação existente para esta mudança for uma rejeição. Isso é normal. Não vamos detonar a pessoa e rotulá-la de todos os adjetivos denegridores e obscenos do mundo por causa de uma rejeição. Pelo amor de Deus, isso é normal. Ou você, também, nunca rejeitou alguém na sua vida?

Acasos que marcam

É bem verdade que algumas feridas, ainda, sangram, de vez em quando, e as cicatrizes são bem visíveis, no meu coração. Mas, quando te encontro, no acaso dos dias, quando nossos olhares se cruzam, pelo caminho, o que sinto é algo que só consigo chamar de alegria. Sim! Alegria. Eu não consigo explicar. Parece que minha racionalidade é suprimida pela força desse sentimento do passado e dessa alegria repentina, causada pela tua presença. Então, você sorri. E percebo que, também, sinto saudade desse sorriso. Ah! Esse sorriso… esse sorriso. Algum cumprimento e o som da tua voz ecoa dentro de mim, e as lembranças das conversas à toa vem a tona. Tenho vontade de tentar outra vez. Será que vale a pena? Não tenho tempo para pensar muito. Estávamos, apenas, atravessando a rua. Seguimos nossos caminhos. E, agora, só me restam as cicatrizes, a alegria, a saudade, as lembranças, porque você… você se foi. Mais uma vez.

Luan Vasconcelos

Texto do estudante de Letras Luan Vasconcelos.

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