Obrigada, painho

Paulista, 14 de março de 2017

Hoje, é o aniversário da pessoa mais importante da minha vida, a melhor pessoa que já conheci. Não posso mais vê-lo. Não posso mais ouvi-lo. Não tenho como parabenizá-lo. Há nove aniversários, vivo a dicotomia de querer celebrar a sua vida, de onde provém a minha, e não poder abraçá-lo. Há nove aniversários o meu corpo sente o buraco da parte de mim que se foi junto com ele e adoece. Para manter viva a nossa conexão, me mantenho próxima do que mais me aproximava dele. Então, eu escrevo e canto. Em segundo lugar, porque são duas das principais necessidades da minha existência. Em primeiro, porque preciso me lembrar de quem eu sou: eu sou filha de Ricardo. Albuquerque é o meu sobrenome. Obrigada painho.