Jonatas Onofre Quarteto lança seu segundo single nas plataformas digitais

Anderson Silva na guitarra, Ksandro Azevedo no baixo, Nando Zé na bateria e Jonatas Onofre no vocal e no piano: essa é a formação musical que, desde 2017, vem encantando o público pernambucano com apresentações ao vivo de um som que, segundo o grupo, experimenta a canção brasileira em vários gêneros. Após dois anos de ensaios e shows pelo estado, Jonatas Onofre Quarteto lança, no próximo dia 08, às 23h, sua segunda gravação de estúdio de nome Luz na Luz. O grupo estreou, nas plataformas digitais, há uma semana com o single Vítima Ínfima, que é um retrato real e sentimental da condição da população negra, no Brasil.

Foto: Alexia Dias

Luz na Luz chega como uma continuidade desse discurso falando de resistência, de esperança, de encontrar um lugar no mundo. “Em tempos de ausências, distâncias e desencantos é muito importante manter os pés firmes na possibilidade do sonho e insistir num gesto de reencontro com a terra. Luz na luz é sobre essa caminhada de retorno às forças primitivas, ao mesmo tempo que, também, é a sugestão de futuros luminosos. Ali onde seja possível reexistir para muito além da mera resistência”, explica Jonatas. Com letra de Luann Ribeiro em parceria com Jonatas Onofre, que a musicou, Luz na Luz é capaz de embarcar o ouvinte num misto de sensações traduzidas em melancolia, ao mesmo tempo força e beleza. O arranjo inicia suavemente, depois cresce junto com os vocais do cantor.  

Foto: Alexia Dias

O single foi mixado e masterizado no Estúdio Muvuka e será lançado, oficialmente, em todas as plataformas digitais e nas redes sociais de Jonatas Onofre Quarteto. A produção executiva do trabalho é da Cultura Iminente. “Até a data de lançamento, o público poderá sentir a mensagem do single aos poucos em um esquema de informações, curiosidades e bastidores e até contagem regressiva com direito a pedaços da obra a serem revelados em um material de publicação específico para as redes sociais do grupo. É um trabalho de muita sensibilidade, de muita verdade e de muita necessidade para o cenário atual da sociedade brasileira”, diz Rodrigo Silva, diretor da Cultura Iminente.

Acompanhe as novidades do grupo no Instagram: @jonatasonofrequarteto
Ouça Vítima Ínfima (1º single do grupo):

O QUARTETO – O Jonatas Onofre Quarteto surgiu em 2017 com um repertório que atravessava o disco “Aparicíon”, lançado por Jonatas Onofre no mesmo ano, e mais algumas canções inéditas ou presentes em outros trabalhos do músico, como o disco-intervenção “Qui tolles vulnere”, também lançado em 2017. A partir do formato quarteto, os novos arranjos foram elaborados em colaboração com os três parceiros (Anderson Silva na guitarra, Ksandro Azevedo no baixo e Nando Zé na bateria). Em 2019 o grupo retoma a proposta de uma apresentação focada na construção de atmosferas poético-musicais a partir das canções mais representativas do universo criativo de Jonatas Onofre, repensadas num contexto de banda incluindo agora canções do trabalho solo mais recente “Caaporã”. 

Em dois anos de estrada a parceria entre os quatro amigos músicos, já rendeu shows em cidades como Igarassu, Goiana e Recife. Apresentaram-se no Festival Íntimos no Roma Café (Goiana/PE – 2017), no lançamento da IV coletânea Recife Lo-fi na Mansão do Amor (Recife/PE – 2017), no ato em comemoração aos cinco anos do Ocupe Estelita (Recife/PE – 2017) no Rolê Experimental do Mundo Novo (Recife/PE – 2017), na primeira edição do Igarassu Sonoro no Paranã Puka (Igarassu/PE – 2018), na Feira Agroecológica da Várzea (Recife/PE – 2018), na casa Jambo Azul (Recife/PE – 2018) lançando, no final de 2018, o novo show “Aparicíon + Caaporã” e no Terra Café (Recife/PE – 2019). 

Canção brasileira experimentada em vários gêneros é o que melhor pode definir (jamais totalizar) o som produzido pelo grupo. Jazz, blues, afoxé, salsa, rock progressivo a partir de temas que vão desde a crítica às injustiças sociais, racismo e esvaziamento das relações humanas aos caminhos misteriosos do sagrado, da amizade e do autoconhecimento. Além dos shows com o trio ao longo desses anos, Jonatas Onofre também dividiu o palco com Aninha Martins, Matheus Mota, Flor de Mulungu, Sam Silva e Projeto Tertúlia.

Jonatas Onofre Quarteto estreia com lançamento de singles

Anderson Silva na guitarra, Ksandro Azevedo no baixo, Nando Zé na bateria e Jonatas Onofre no vocal e no piano: essa é a formação musical que, desde 2017, vem encantando o público pernambucano com apresentações ao vivo de um som que, segundo o grupo, experimenta a canção brasileira em vários gêneros. Após dois anos de ensaios e shows pelo estado, Jonatas Onofre Quarteto lança, no próximo dia 18, às 23h, sua primeira gravação de estúdio de nome Vítima Ínfima.

“A canção surgiu do desconforto diante de uma percepção, cada vez maior, da condição do povo preto e pobre no mundo e, principalmente, no Brasil. Também, de um sentimento de revolta perante as lembranças da infância das muitas situações de violência testemunhadas ou relatadas por pessoas próximas. Diante das dores, Vítima Ínfima é uma sugestão de recomeço, procurando na poesia um outro lugar, um destino luminoso para os que só conhecem uma herança de sofrimento”, conta Jonatas. Com letra e música de Jonatas Onofre, Vítima Ínfima é um retrato real e sentimental da condição da população negra, no Brasil. É um grito silenciado, anteriormente, por anos, de um sofrimento que passou velado pela sociedade. A música tem uma mensagem, expressa em letra, melodia e arranjo, muito forte e toca num lugar profundo e sensível da história do país. 

Jonatas Onofre

O single foi mixado e masterizado no Estúdio Muvuka e será lançado, oficialmente, em todas as plataformas digitais e nas redes sociais de Jonatas Onofre Quarteto. A produção executiva do trabalho é da Cultura Iminente. “Até a data de lançamento, o público poderá sentir a mensagem do single aos poucos em um esquema de informações, curiosidades e bastidores e até contagem regressiva com direito a pedaços da obra a serem revelados em um material de publicação específico para as redes sociais do grupo. É um trabalho de muita sensibilidade, de muita verdade e de muita necessidade para o cenário atual da sociedade brasileira”, diz Rodrigo Silva, diretor da Cultura Iminente.

Duas semanas após o lançamento de Vítima Ínfima, no dia 1º de fevereiro, Jonatas Onofre Quarteto lançará o segundo single desse trabalho autoral como uma continuidade desse discurso.

Acompanhe as novidades do grupo no Instagram: @jonatasonofrequarteto

O QUARTETO – O Jonatas Onofre Quarteto surgiu em 2017 com um repertório que atravessava o disco “Aparicíon”, lançado por Jonatas Onofre no mesmo ano, e mais algumas canções inéditas ou presentes em outros trabalhos do músico, como o disco-intervenção “Qui tolles vulnere”, também lançado em 2017. A partir do formato quarteto, os novos arranjos foram elaborados em colaboração com os três parceiros (Anderson Silva na guitarra, Ksandro Azevedo no baixo e Nando Zé na bateria). Em 2019 o grupo retoma a proposta de uma apresentação focada na construção de atmosferas poético-musicais a partir das canções mais representativas do universo criativo de Jonatas Onofre, repensadas num contexto de banda incluindo agora canções do trabalho solo mais recente “Caaporã”. 

Em dois anos de estrada a parceria entre os quatro amigos músicos, já rendeu shows em cidades como Igarassu, Goiana e Recife. Apresentaram-se no Festival Íntimos no Roma Café (Goiana/PE – 2017), no lançamento da IV coletânea Recife Lo-fi na Mansão do Amor (Recife/PE – 2017), no ato em comemoração aos cinco anos do Ocupe Estelita (Recife/PE – 2017) no Rolê Experimental do Mundo Novo (Recife/PE – 2017), na primeira edição do Igarassu Sonoro no Paranã Puka (Igarassu/PE – 2018), na Feira Agroecológica da Várzea (Recife/PE – 2018), na casa Jambo Azul (Recife/PE – 2018) lançando, no final de 2018, o novo show “Aparicíon + Caaporã” e no Terra Café (Recife/PE – 2019). 

Canção brasileira experimentada em vários gêneros é o que melhor pode definir (jamais totalizar) o som produzido pelo grupo. Jazz, blues, afoxé, salsa, rock progressivo a partir de temas que vão desde a crítica às injustiças sociais, racismo e esvaziamento das relações humanas aos caminhos misteriosos do sagrado, da amizade e do autoconhecimento. Além dos shows com o trio ao longo desses anos, Jonatas Onofre também dividiu o palco com Aninha Martins, Matheus Mota, Flor de Mulungu, Sam Silva e Projeto Tertúlia. 

Se eu decidir acreditar #3 – A reviravolta

Luna sabia que precisava dar o primeiro passo. Durante tantos anos, compreendia o quanto isso poderia ser difícil para alguém que se acostumou com as dificuldades. Às vezes, quem se acostuma com o ruim não sabe reconhecer o que é bom. Tudo o que a guiava, no momento, era uma intensa vontade de conseguir se sustentar, financeiramente, por vocação (e não, apenas, por profissão). Para pessoas como ela, não havia sentido esperar para ser feliz. A felicidade é o sentimento de plantar no jardim onde se quer florescer. Dinheiro nenhum consegue pagar a satisfação do verdadeiro eu.

Uma vez, Luna pegou um livro emprestado por indicação de sua amiga, Júlia.

– Amiga, eu juro pra você: esse livro mudou a minha vida. Leia que você vai gostar. – disse Júlia.

Luna fez inúmeras descobertas por entre os ensinamentos de Dinesh Hari, um escritor budista indiano. A cada vez que lia mais uma página, abria a boca em tom de surpresa e fazia uma cara de pamonha como quem olha pra o nada dizendo:

– Isso é tão lógico, tão óbvio, tão simples, mas ninguém me ensinou.

Apesar da terapia e do livro, Luna foi entendendo que o mais intrigante dos aprendizados da vida era que a cabeça não podia entender sozinha. Para que uma mudança ocorra, o combustível modificador é o sentimento. Essa era a explicação pela qual Luna, uma moça tão inteligente, tão batalhadora, sabia de tantas coisas mas parecia não sair do lugar: ela não sentia estar em outro lugar. Lutava, lutava, lutava mas se sentia só, se sentia triste. Lutava, lutava, lutava. Muitas vezes desesperançosa sem aceitar a própria realidade.

Sempre que relia aquele livro de autoajuda do guru Dinesh Hari, Luna relembrava que tudo o que estava vivendo era resultado de escolhas que fez no passado, ou de coisas atraídas por sentimentos nascidos de pensamentos que não foram cuidados.

Naquela tarde, ela quis conhecer um restaurante famoso em Rukam. Aproveitou suas duas horas de almoço do trabalho e foi. Ao chegar lá, pediu seu prato e ficou sozinha aguardando, na mesa. Passados uns dois minutos, ouve testes de passagem de som. O restaurante estava a inaugurar um projeto que contemplaria pequenos grupos com apresentações diárias cujos horários variavam a depender dos dias da semana. Naquela quarta, aconteceria no horário do almoço. Antes de iniciar, a proprietária do local pega o microfone.

– E aí galera! Tudo certo? Olha só, a gente tá adorando receber esses artistas bonitos, aqui no Rukan’s Bar. O projeto está dando tão certo que a gente conseguiu patrocínio pra financiar o primeiro Festival de Música Autoral da nossa cidade!

(aplausos)

Luna quase engasga com as batatas fritas enquanto a mulher falava.

– Então, vê só: a gente publicou todo o regulamento para as inscrições lá no site do restaurante e gostaríamos de pedir o apoio de vocês nessa divulgação. Se você tem um amigo ou amiga que gosta de música e compõe as próprias canções, convida eles pra preencherem os dados no site com o envio da música em MP3, beleza? Outra coisa mega importante é que até o dia do festival, o grupo precisa vir se apresentar aqui, semanalmente, pra que a galera tenha oportunidade de conhecer a música e cantar junto. A gente vai ter um corpo de jurados e as votações do público online, por isso é muito importante preparar o seu pocket show e trazer pra cá, valeu? Qualquer coisa, a Gisele, nossa assistente, tá aqui pra tirar as dúvidas de vocês. Valeu, gente! Fiquem com a apresentação da galera do Tony Jazz.

– Passa a bolsa.

Luna sentiu algo pontudo em sua cintura e gelou ao ouvir aquela frase. Sua cabeça deu três voltas até que ela se virasse pra ver se era verdade. Não era, felizmente. Era Júlia pregando peça de mal gosto. Luna teve um ataque de tosse com o susto. Todo mundo ficou olhando e até o Tony deu uma parada no show pra perguntar no microfone se estava tudo bem.

– Tá tudo bem, gente! A minha amiga se engasgou mas passou, tá? – diz Júlia, completamente gaisa, com sorrisinho amarelo no rosto.

Luna se recompõe pra falar.

– Júlia, peste, que susto da moléstia foi esse que tu me deu, hein? E que mico, fia, todo mundo ficou olhando…

– Sorry, miga, eu só tava brincando. Acalmados os ânimos, até que foi engraçado, diz Júlia rindo.

– Desculpada, responde Luna com cara de enfezada.

– O que tava rolando antes de eu chegar?

– Então, a dona do bar vai promover um Festival de Música Autoral aí… parece que conseguiu patrocínio e vai ser coisa grande, vai dar oportunidade aos compositores de Rukam.

Júlia arregala os olhos, animada.

– Amiiiiigaaaaaa, tua chance. Vamos inscrever alguma das suas músicas!

Luna não se anima.

– Eu não tô pronta pra isso, Júlia. Tenho algumas músicas que nem harmonizei, nem escrevi partitura, nem registrei e só isso vai me dar um trabalhão por falta de prática, sabe? Eu demoraria anos pra deixar tudo pronto. Fora isso, teria que encontrar amizades musicais que comprassem a ideia, tempo pra ensaiar, arranjo pra montar. Ih amiga, não há tempo hábil pra isso.

Júlia ouve com atenção e acena a cabeça dizendo sim, aguardando o seu momento de falar.

– Ô Luna, me diz uma coisa, amiga: por quanto tempo mais você vai se sabotar?

Luna arregala os olhos de susto. Ela esperava que Júlia concordasse com o que disse e mudasse de assunto mas não foi o que aconteceu. Júlia continua.

– É sério, Luna, você tem tantos anos de estudo, é tão aplicada, canta bem, só falta se dar de presente um pouco mais de confiança em si mesma, amiga… Eu conheço suas músicas e já me imagino ouvindo elas na rádio, sabia? Amiga, se dê uma chance! A oportunidade está bem aqui na tua cara. Se você ganha esse prêmio…

Luna interrompe a amiga.

– Júlia, calma, amiga, eu já tô em pânico só de pensar na possibilidade de me inscrever. Daí a ganhar é chão, viu? Eu sou inexperiente, amiga, você sabe, eu sou uma economista…

Júlia interrompe Luna com mais uma brincadeira, falando ironicamente.

– Você é uma economista, tá na metade do curso, não pode desistir, precisa de grana pra se sustentar, e seu pai, e seu irmão… ai, Cristo! Onde que liga o botão do otimismo nessa menina? Cadê?

Luna sai pela tangente.

– Rapidinho, eu vou ao banheiro.

No caminho ao banheiro feminino, Luna escorrega num guardanapo sujo que caiu no chão e quase cai de bunda no chão. Sorte que Tony estava arrumando seu material enquanto a banda fazia um momento de improviso instrumental no palco e, num reflexo, segura Luna a tempo. Sem jeito, morrendo de vergonha, ela agradece e segue para o banheiro. É o tempo que Júlia avista seu colega do tempo da escola. Acena para Tony que se aproxima de sua mesa.

– Eu tava tão entretida na conversa, aqui, com minha amiga que nem te vi! E aí, que sonzasso, hein?

– E aí Julinha, beleza? A galera é do bem, tamo aí apostando nesse repertório novo, caindo na estrada…

– Tu vai participar do festival?

– Vamo sim, vai ser massa.

– Eu tava, aqui, tentando convencer a Luna a participar. Ela tem umas músicas tão bonitas que só vendo, Tony.

– Massa, massa, mas ela não quer participar, não?

– Eu acho que quer mas a bronca é que ela tá preocupada com o tempo pra registrar as canções, arrumar gente pra ensaiar, essas coisas. A Luna é muito planejada, sabe?

– Mas eu acho que dá tempo, pow, pra resolver tudo isso aí.

– É… talvez ela precise de um empurrãozinho. Tô fazendo a minha parte, diz Júlia sorrindo.

Tony retira o seu cartão do bolso.

– Olha só, eu tenho que voltar pra o palco porque o improviso dos caras tá acabando e eu vou cantar a próxima mas fica com meu cartão pra a sua amiga. Se ela precisar de ajuda com essas coisas a gente pode conversar, beleza? Beijo pra tu!

Tony retorna ao palco pelo mesmo corredor por onde Luna está voltando, ainda cheia de vergonha pela quase queda. Os dois se cumprimentam e Luna volta pra a mesa. Júlia não se contém de animação.

– Você tem duas horas de almoço, dá pra juntar o povo e vir tocar aqui. Os ensaios podem rolar nos fins de semana lá em casa. As harmonias e arranjos, você tira as dúvidas com o Tony que tem mil anos de estrada. Tá resolvida a tua vida, vâmo se inscrever nesse negócio!

Luna faz cara de confusa.

– Que povo, Júlia? Que ensaios? Amiga, eu acho muito difícil começar esses malabarismos do nada. Eu preciso de mais tempo para me preparar. Quem sabe na segunda edição do festival?

– Você que sabe mas quem te garante que haverá uma segunda edição? Amiga, o Tony disse que podia te ajudar, ele é super gente boa, se vocês se conhecessem tenho certeza que ia dar certo.

– Tony?

– Oxe, nunca te falei dele, né? A gente estudou junto na quarta série, na época em que, ainda, se chamava quarta série. Tony tem família de músicos, estudou pra isso a vida toda. Agora tá aí com o projeto de jazz dele.

– Ah, massa, diz Luna se sentindo interessada.

– Olha, eu comentei com ele, rapidamente, sobre a tua situação e, antes de voltar pra o palco, ele me pediu pra te repassar o contato dele pra vocês conversarem.

Júlia entrega o cartão de Tony a Luna. Luna fica sem jeito.

– Ai amiga, como é que eu vou falar de umas coisinhas simples que eu faço em casa pra um cara, completamente, monstro no assunto? Eu nem conheço ele! Não me sinto bem, entende?

– Luna, deixe de pantim, pelamor. Fale com ele! Eu te ajudo amiga… mas anda em direção ao teu sonho.

– Preciso voltar pra a empresa. A gente se fala depois, tá?, diz Luna já se levantando da mesa.

Luna está se sentindo insegura sobre participar de um festival por não ter experiência de palco e, também, por não ter os direitos autorais de suas músicas protegidos. O que você acha que vai acontecer?

Leia os outros capítulos desta história, aqui.
Você pode continuar esta história, aqui, nos comentários e acompanhar o desenrolar dos fatos na categoria Pitaque, se quiser. Você vai ver seus pitacos na história. Quem nunca quis criar o rumo de uma novela? Comenta aí!

Vou cantar, você vem?

E aí, migos? Eu vou dar um recital. Vai ser a conclusão do meu curso técnico em Canto Popular. Penso em escrever sobre tudo o que isso envolve, mas pra agora, basta dizer que é um evento aberto ao público, com entrada franca, que vai acontecer no Auditório/Estúdio Cussy de Almeida do Conservatório Pernambucano de Música na próxima segunda (10), às 19h30.

Vai rolar um repertório bacana com Bossa Nova, MPB, música regional, internacional e uma autoralzinha. Reuní um time fantástico de músicos extraordinários (Kyara Muniz – voz / Flávia Spencer – voz / Gabriel Sena – clarinete / Roberto Silva – saxofone alto / Raphael Lima – violão / Flávio Vieira – guitarra / Leonardo Felisberto – piano e teclado / Filipe de Lima – contrabaixo elétrico / Silva Barros – bateria / Diôgo Monte – percussão) que estão me ajudando a preparar esse momento. Venha ver!

Arte: André Levy / Foto: Laís Xavier

Vou deixar algumas informações sobre minha breve carreira de cantora: 

Maria Clara – É cantora e compositora pernambucana natural de Paulista, Região Metropolitana do Recife. Seus primeiros contatos com a música aconteceram muito cedo por intermédio do seu pai que era músico autodidata. Aos 12 anos, compôs sua primeira música e nunca mais parou. Seu repertório passeia por gêneros como MPB, Samba, Reggae, Bossa Nova, músicas regionais e internacionais. É graduada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), estudante de Violão Popular do Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) e integrante do Vocal 4 por 4, sob a direção musical do professor Ivan Ferreira. Ao conciliar as duas profissões, atua, ainda, como assessora de imprensa para diversos artistas locais e é autora do blog jornalístico e literário Fuá de Clara.

Serviço:
O quê? Recital de Conclusão – Curso Técnico em Canto Popular – Maria Clara
Quando? 10 de dezembro, às 19h30
Onde? Auditório/Estúdio Cussy de Almeira / Conservatório Pernambucano de Música (Avenida João de Barros, 594, Santo Amaro, Recife)
Quanto custa? Entrada franca