Bairro da Torre recebe Espiral das Artes

Com quatro edições realizadas desde dezembro do ano passado, o Espiral das Artes, evento multicultural mensal que contempla a reunião de variadas linguagens artísticas em um mesmo espaço durante um dia inteiro, passa, a partir do mês de março, a atuar duas vezes no mês. O evento, que vem firmando espaço no cenário cultural recifense no bairro do Parnamirim, estreia, no próximo sábado (7), a partir das 11h, na Praça José Sales Filho, situada no bairro da Torre, no Recife. O Espiral das Artes conta com uma vasta programação que inclui feira de artesanato, moda, gastronomia, terapias integradas, ações de sustentabilidade e apresentações musicais. O evento é gratuito e vai até as 21h.

Durante todo o dia, visitantes de todas as idades poderão aproveitar o melhor do artesanato pernambucano com produtos a variados preços, acessível a todos os gostos. De comidas típicas a pratos reelaborados com toques exclusivos, o evento também oferece boas opções na área da gastronomia. Roupas, acessórios e outros itens para compor o visual estarão disponíveis para quem não dispensa o diferencial dos pequenos empreendedores. Os preços são dos mais variados e a previsão é a de que mais de 90 expositores participem do evento.

Produzido pela Cultura Iminente em parceria com a Mão na Massa Produções, o Espiral das Artes tem a proposta de estimular a economia local e promover o bem-estar. O Espiral de Terapias vai oferecer os serviços de massoterapia, relaxamento e barra de access. O evento conta com uma equipe de terapeutas que, além de mostrar um pouco de seu trabalho, podem dar dicas de saúde.

Rala Coco Maria

Entre as parcerias do evento está a Ecoe Sustentabilidade que é uma empresa de prestação de serviços de consultoria na busca de soluções socioambientais que colabora para que pessoas e organizações se desenvolvam de maneira mais sustentável e alcancem o #LixoZero. Quem visitar seu stand vai conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pela Ecoe e entrar em contato com as ações de consultoria, educação e estudos, assim como seus produtos. Na proposta de promover um ambiente sustentável para os visitantes, o Espiral das Artes, em parceria com a Ecoe, realizará a Operação Copo Eco. “Nosso diálogo com os expositores da Feira Espiral tem sido o de diminuir o consumo de copos descartáveis no evento, o que, também, gerará uma economia financeira para eles. Como forma de combatermos os impactos ambientais, ofereceremos a possibilidade do Copo Eco assim como o do canudo compostável”, explica a empresária Suzane Galeno. Quem se interessar pelo Copo Eco, poderá adquirir o de 200ml por R$5 e o de 400ml por R$7. Quem quiser, poderá levar o copo de lembrança mas, se houver o desejo de devolvê-lo em bom estado, a Ecoe devolve o dinheiro investido. O Copo Eco pode receber líquidos quentes e gelados.

Gel Prancha

A partir das 17h, inicia o Palco Espiral, começando com a Performance Espiral do bailarino Joel Carlos dos Preto Sabre com a performance “Meu corpo sangra, meu corpo chora”. Em seguida, os grupos Rala Coco Maria, Coco Juremado, Gel Prancha e Cassio Oli contemplam a programação trazendo artistas de nossa terra e da cultura pernambucana.

Cassio Oli

Confira a programação completa do Espiral das Artes-Torre:

Das 11h às 21h:
Feira Espiral (artesanato da região)
Moda Espiral (acessórios e outros itens para compor o visual)
Polo Arte do Sabor (comidas típicas da região até pratos reelaborados com toques exclusivos)
Espiral Sustentável (com a Ecoe Sustentabilidade)
Espiral de Terapias (massoterapia, relaxamento e barra de acess)

17h:
Palco Espiral:
Joel Carlos dos Preto Sabre
Rala Coco Maria
Coco Juremado
Gel Prancha
Cassio Oli

ESPIRAL DAS ARTES – No ar desde novembro de 2019, é um evento multicultural gratuito e mensal criado com a proposta de reunir diversas linguagens artísticas em um só lugar como artesanato, moda, gastronomia, música, dança, teatro e circo. Conta, também, com espaços dedicados a oficinas artísticas, sustentabilidade, terapias integradas com shiatsu, massoterapia, auriculoterapia e reflexologia e doações a ONGs e Instituições. Já recebeu artistas como Mayara Pêra, Banda Triinca, Vocal 4por4, Mateus de Bezerra, Sargaço Nightclub, Zeca Viana e Nonô Germano.

SERVIÇO:
O quê? Espiral das Artes-Torre
Quando? Dia 7 de março de 2020, das 11h às 21h
Onde? Praça José Sales Filho que fica no bairro da Torre, Recife/PE
Quanto custa? Entrada gratuita 

Evento gratuito ao ar livre une diversas linguagens artísticas no Recife

Artesanato, Moda, Música e Dança: artistas de todas essas linguagens estarão presentes na 2ª edição do Espiral das Artes, evento cuja proposta é promover o acesso gratuito a atividades e movimentos culturais pernambucanos. Promovido pela produtora Cultura Iminente, o evento acontecerá neste sábado (21), a partir das 10h, na Praça Dr. José Vilela que fica na Avenida 17 de Agosto, no bairro do Parnamirim, Recife/PE. O público visitante encontrará produtos e roupas de artistas locais a preços acessíveis na Feira Espiral; e apresentações de músicos e dançarinos. Também, haverá um polo de alimentação; oficinas de artesanato e sobre soluções sustentáveis para pessoas e negócios; e terapias como shiatsu, massoterapia e reflexologia. O acesso ao evento é gratuito. 

“Nós pensamos em uma programação que pudesse reunir toda a família. Então, durante todo o dia, haverá atrações para variados gostos e idades. No final da tarde, daremos início às apresentações musicais com os shows do grupo Vocal 4por4 e da banda Sargaço NightClub que selarão as atrações da segunda edição do evento. Ao mesmo tempo, o Espiral tem a finalidade de estimular a economia local”, explica Rodrigo Silva, idealizador e produtor do Espiral das Artes. Dentre a variedade de produtos a serem encontrados no evento, estão os stands do Polo Arte do Sabor, que oferecerão desde comidas típicas da região até pratos reelaborados com toques exclusivos. A Feira Espiral traz o artesanato da terra e moda, com roupas, acessórios e outros itens para compor o visual. 

Em sintonia com as diversas técnicas naturais que promovem saúde, equilíbrio e bem-estar, o Espiral de Terapias oferece o trabalho de especialistas em shiatsu, massoterapia e reflexologia que, também, contribuirão com dicas e esclarecimentos de dúvidas sobre qualidade de vida. O público poderá, ainda participar da oficina Reconexão Espiral com o artista e psicoterapeuta transpessoal Baw.  Nela, ele mostra a arte como uma possibilidade de expressão e facilitadora da conexão de cada indivíduo consigo, contribuindo para a saúde integral. Dessa maneira, a expressão artística viabiliza a prevenção em saúde e uma sociedade mais saudável.

Vocal 4por4

Como forma de incentivar e valorizar artistas independentes e grupos que desenvolvem trabalhos autorais de diversas linguagens artísticas, o Espiral Performance traz o grupo de dança Resistentes da Arte. Eles têm como foco temáticas como arte e resistência, trazendo jovens que produzem e refletem sobre a cultura. O Palco Espiral encerra as apresentações do dia com os shows do Vocal 4por4, grupo de cantores que interpretarão músicas populares e natalinas e do Sargaço NightClub, duo eletroacústico autoral recifense cujo trabalho tem influências do Dreampop, do Folk e do Postpunkrevival. O Sargaço recebe, em seu show, o artista e compositor Zeca Viana em uma parceria.

Sargaço NightClub

SUSTENTABILIDADE – O Espiral das Artes fez parceria com a empresa Ecoe Sustentabilidade, empresa cujo trabalho envolve soluções sustentáveis para pessoas e negócios e que comporá a programação do Espiral Sustentável. Quem visitar o stand, vai conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pela Ecoe e entrar em contato com as ações de consultoria, educação e estudos, assim como seus produtos.

TRABALHO SOCIAL – Nesta próxima edição, o evento, por intermédio do Espiral Solidário, convida o público a conhecer e contribuir com o trabalho da ONG Anjos do Poço, que trabalha em defesa dos animais e do meio ambiente. A instituição estará presente, durante todo o evento, com um stand, mostrando mais detalhes do trabalho que desenvolve.

O Espiral das Artes é um evento mensal. A programação finaliza às 20h.

SERVIÇO:
O quê? Espiral das Artes
Quando? Dia 21 de dezembro de 2019, das 10h às 20h.
Onde? Praça Dr. José Vilela que fica na Avenida 17 de Agosto, no bairro do Parnamirim, Recife/PE (próximo ao Shopping Plaza)
Quanto custa? Entrada gratuita  


Amanhã: Espiral das Artes estreia e promete movimentar a cena cultural recifense

Imagine um grande caldeirão cultural a unir várias linguagens artísticas no mesmo dia e no mesmo local: essa é a proposta do mais novo evento cultural da cidade, o Espiral das Artes. Produzido pela Cultura Iminente em parceria com o Complexo GreenPark, o evento trará, a cada edição, uma vasta programação que contempla música, poesia, gastronomia, dança, teatro, circo, entre outras linguagens. Também, contará com uma Feira Artesanal, intervenções artísticas, atividades para crianças, brechós, um Núcleo de Terapias Integradas (NTI) e o espaço Ciência no Quintal. Espiral das Artes estreia amanhã (3), a partir das 9h, no Complexo GreenPark, que fica na Rua Guarabira, 639 (próximo ao Shopping Recife). O evento é aberto ao público no período da manhã. A partir das 13h, será cobrado o ingresso solidário que consiste no pagamento de meia entrada (R$10) + 1 kg de alimento não perecível. As doações serão entregues a uma instituição parceira que promove projetos sociais. A programação vai até as 21h.

“Nós da Cultura Iminente possuímos como norteador do nosso trabalho a visibilidade da cultura local. Ao firmarmos parceria com um espaço tão grande e tão bem localizado como o GreenPark, vimos uma grande oportunidade de oferecer, ao público da Região Metropolitana do Recife, um dia inteiro de lazer e arte”, explica Rodrigo Silva, presidente da Cultura Iminente e um dos produtores do evento. O Espiral das Artes conta com uma equipe multiprofissional de, aproximadamente, 100 pessoas, entre artistas, recreadores, professores, oficineiros e seguranças. Algumas atividades são gratuitas. Em outras, os valores variam de acordo com cada profissional. Confira os detalhes da programação:

Polo Gastronômico = serão diversas opções de petiscos e hambúrgueres. Também, uma cervejaria. A Cantina Vegetariana traz, ainda, a sua diversidade de receitas. 

Feira Típica = 30 artesãos da região estarão expondo e vendendo o seu trabalho.

Núcleo de Terapias Integradas (NTI) = especialistas em Shiatsu, Massoterapia, Ayurveda, Auriculoterapia e Do-in ocuparão o espaço zen do evento.

Espaço Ciência no Quintal = a engenheira agrônoma, mestre em Entomologia Agrícola e doutora em Fitotecnia Roberta Leme fará uma demonstração sobre composteira doméstica. Gratuito.

Oficina de artesanato = a artesã tia Bel Mimos ensina a fazer decorações artísticas reaproveitando latas. A oficina é gratuita.

Oficina de bonecos = a psicóloga e arteterapeuta Fátima Caio ensina a confeccionar bonecos com material reaproveitável. A oficina é gratuita.

Exposição de Fotografias = o consagrado fotógrafo Xirumba Amorim traz toda a poesia e o seu olhar característico sobre Nordeste e sua cultura já retratados em suas lentes. Gratuito.

Intervenção artística = quando menos o público esperar, o ator-manipulador Fábio Caio entrará em cena por entre os corredores e espaços do evento com seu boneco, provocando reações. Gratuito.

Contação de Histórias = o espaço infantil de incentivo à leitura do evento conta com a presença de Vinícius Viramundos: músico, violeiro, contador de histórias, co-fundador da Biblioteca Multicultural Nascedouro, integrante do CIA Palavras Andarilhas (Lenice Gomes e Clenira Melo), que promove a Noite de Histórias há 8 anos no Teatro Joaquim Cardozo, e autor de Quando o Rato Roeu a Roupa do Rei de Roma, O Trem Ascenso, Pedro Pereira Pinto, Toca o Ramungango e A Lenda do Rio Abaixo, Rio Acima, todos pela Editora Prazer de Ler, além de uma edição própria com Zé e a CaveiraA atividade é gratuita.

Vinicius Viramundos / Foto: divulgação

Recreação = criança gosta mesmo é de correr! O Espiral das Artes está montando uma área especial, no período da tarde, com diversas brincadeiras intermediadas por profissionais da área. A criançada vai poder aproveitar camas elásticas, escorrega, piscina de bolinhas, algodão doce e pipoca!

DJ = Caio Zé, mais conhecido como DJ Pré, vem com uma seleção musical especial para o evento, fazendo a ambientação do público com a programação. No seu projeto #Disconaagulha, o artista pretende criar um diálogo entre os clássicos do vinil e o que a música brasileira tem criado de mais recente: sempre trabalhando com o fino da MPB. Durante uma temporada acompanhou a banda Forró na Caixa com um repertório variado de forró, além de diversas experiências nas principais casas noturnas do Recife. Gratuito.

DJ Pré / Foto: divulgação

Baú Solidário = o evento conta com uma campanha para arrecadar brinquedos durante todo o mês de novembro. Essa ação fará parte do Espiral Solidário que estará convidando a participar do evento, a cada mês, uma instituição ou grupo que desenvolva projetos sociais. Fará parte, ainda, dessa iniciativa o Ingresso Solidário, onde o público pagará meia entrada + 1 kg de alimento não perecível, e será entregue à instituição/grupo parceira do mês.

Palco Espiral = a partir das 16h, o Espiral das Artes dará início a outras atrações. Nesta edição de estreia, o Sarau de Poesia e Cordel, coordenado por Lenemar Santos, abrirá a programação com declamações de 8 poetas e poetisas da Região Metropolitana do Recife. 

Em seguida, a Banda Triinca dará sequência às atrações. Segundo integrantes, a banda “dá forma de canção aos amores líquidos em seu repertório dançante, entre levadinhas marotas de guitarra, pulsações rítmicas eletrônicas, sintetizadores e barulhinhos de videogame – uma mistura de letras irreverentes com o synthpop dos anos 1980, ritmos e estéticas brasileiras, do brega ao tropicalismo. Composta por Joanna D’arc Cintra (Vocais), Alcides Vespasiano (Guitarra) e Rogério Lins (Sintetizadores, Baixo e Percussões Eletrônicas). O primeiro álbum, Triinca, lançado em abril de 2017, teve todo processo de composição e pré-produção feito através de aplicativos de mensagens e redes sociais. Em novembro do mesmo ano, foi lançado, em parceria com a produtora Recife Filmes, o videoclipe para a faixa “Tua Ex Me Traumatizou”, dirigido de Dimas Lins. A banda já acumula participações em festivais como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG); Sonoridades do Fábrica, Revelita, Janeiro de Grandes Espetáculos, Big Dia da Música e Jardim Sonante no Recife; no festival Na Tora em Olinda; no Festival Sonora em Natal (RN); no encerramento do 41º congresso da UPE em Nazaré da Mata; e no palco alternativo do Carnaval de Vitória de Santo Antão; além de apresentações regulares no circuito alternativo da cidade do Recife e em cidades como João Pessoa (PB), Natal (RN).

Banda Triinca / Foto: divulgação

Encerrando o dia, a cantora e compositora Mayara Pera levará ao público seu show Moda na Cidade, fruto de seu primeiro CD. Cronista de sua vida, ela leva às letras das suas canções fatos que viu e viveu. Amores, traições, dedicatórias – em geral, ácidas – a ex-namorados, críticas comportamentais são sua inspiração constante e que se transformam em músicas, por vezes, bonitas e “fofinhas”; por outras, carregadas de sarcasmo. Em sua maioria, rocks, baladas, folks e blues. No ano de 2019, Mayara lança o single “Eu sou uma farsa”; apostando em um clipe minimalista, com uma performance forte e simbiótica à letra da canção. O clipe foi produzido, filmado e montado por Danillo Campelo, com roteiro e direção de Mayara Pera e cenário e iluminação de Mano Lee. Abrindo o carnaval do Recife, no palco do Marco Zero, como convidada da cantora Nena Queiroga (homenageada do carnaval 2018) ao lado de Ylana Queiroga, Michelle Mello, Ericka Natuza (ex the Voice Brasil 2018) e Pátio de São Pedro, como convidada de Flaira Ferro, e também convidada do maestro Spok para o encerramento do carnaval de Recife com o tradicional Orquestrão. Apresenta o primeiro show de 2019 com banda completa, e cheia de novidades: a estreia de dois novos integrantes e a concepção de um novo show, com algumas músicas inéditas que estarão no seu 1º álbum.  A nova fase da cantora representa um amadurecimento diante da sua nova idade, 29 anos (com o famoso “Retorno de Saturno”), e dos frutos que vem colhendo desde que resolveu se lançar em carreira solo. 

Mayara Pera / Foto: divulgação

O Complexo GreenPark conta com acessibilidade para cadeirantes com elevador. O Espiral das Artes acontecerá todos os domingos a partir das 9h, na Rua Guarabira, 639 (próximo ao Shopping Recife), Complexo GreenPark, Recife-PE. O valor da entrada é R$10 + 1Kg de alimento não perecível. O evento encerra às 21h.

SERVIÇO:
O quê? Espiral das Artes
Quando? Dia 03 de novembro de 2019, das 09h às 20h.
Onde? Rua Guarabira, 639 (próximo ao Shopping Recife), Complexo GreenPark, Recife-PE.
Quanto custa? R$ 10,00 + 1 kg de alimento não perecível (ingresso solidário)- à venda no Sympla: https://www.sympla.com.br/palco-espiral—edicao-1__697684  


Em novo local, Feirinha da Torre traz oficinas gratuitas e atrações musicais

Em sua 5ª edição, a Feirinha da Torre chega, no próximo dia 4 de maio, a partir das 10h, em novo local: a Praça José Sales Filho, localizada na esquina da Avenida Beira Rio com a Rua Benjamin Constant, bairro da Torre-Recife. A pracinha faz parte do Circuito da Poesia do Recife, onde se encontra a escultura da jornalista e poeta Celina de Holanda, de autoria do artista plástico Demétrio Albuquerque. Para a próxima edição, o evento contará com apresentação da pianista erudita Áurea de Morais, a cantora Flávia Spencer, o Grupo Cigano Luz e Vida e outras atrações.

A Feirinha da Torre vem se consolidando como um espaço não somente destinado à exposição do rico artesanato pernambucano, mas também abre oportunidade para diferentes linguagens artísticas, como poesia, dança, teatro, música entre outras. Coordenada coletivamente por Lívia Aguiar, Marlova Dornelles, Rodrigo Silva e Virgínia Menezes, a Feirinha da Torre traz o conceito de Economia Circular como norteador de suas ações. Estimula expositores e público a refletir sobre sua relação com tudo o que se consome. “Nas reuniões de planejamento com os artesãos, todos são estimulados a trazerem aquilo que seria, normalmente, descartado em sua produção, dessa forma há uma troca entre eles e o reaproveitamento de resíduos ajuda a minimizar o impacto ambiental promovido pelo simples descarte”, explica Lívia Aguiar, uma das gestoras.

No processo de comercialização dos produtos da feirinha, o público ainda recebe uma ‘moeda simbólica’ por compra realizada. No acúmulo de 5 moedas, o cliente tem a possibilidade de trocá-las por uma linda ecobag produzida com material de banners que, anteriormente, iriam parar no lixo comum. “É uma forma de conscientizarmos o público, da importância em diminuirmos a utilização de sacolas plásticas”, ressalta Marlova Dornelles que além de gestora, também, expõe plantas na feirinha.

A Feirinha da Torre, também, irá inaugurar, nessa edição, sua programação de oficinas. “Teremos uma oficina gastronômica, onde o público irá aprender como reaproveitar a casca da banana em diversas receitas’’, conta Virgínia Menezes que, também, será responsável por uma oficina de artesanato em mosaico em que são reaproveitadas cerâmicas descartadas pelas obras ou por lojas de materiais de construção, transformando-as em peças decorativas.

Segundo Rodrigo Silva, o espaço criado para apresentações culturais vem se tornando uma atrativa oportunidade para os artistas locais, além de um espaço democrático para quem quer expressar alguma linguagem artística. “Na última edição, onde inauguramos esse espaço dedicado ao que há de melhor em nossa expressão cultural e artística, tivemos um recital de poesias com Cida Pedrosa e Susana Morais, as vozes marcantes das cantoras Maria Clara e LAIS, apresentação de capoeira com o grupo ARUANDAÊ e contação de histórias com Edna Braga”, diz o produtor cultural.

SERVIÇO:
O quê? Feirinha da Torre
Quando? Dia 4 de maio de 2019, das 10h às 20h
Onde? Praça José Sales Filho (Esquina da Av. Beira Rio com Rua Benjamin Constant, bairro da Torre, Recife)
Quanto custa? Gratuito

Este texto é uma produção da Cultura iminente, produtora que nasceu com o propósito de anunciar e contribuir com o movimento contra a cultura de massa. A proposta é difundir a cultura que se faz urgente, que está próxima, que é local e que quer alçar voos mais altos.
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Aqui tem mais samba, meu bem!

Amanhã (8), a partir das 21h, a cantora Laís Xavier apresenta seu novo projeto intitulado “Aqui, tem mais samba!”. Na ocasião, a artista interpretará choros e sambas de renomados compositores, a exemplo de Cartola e Jacob do Bandolim e, também, sucessos dos repertórios de grandes nomes da MPB como Maria Rita e Roberta Sá. O show conta com as participações do Trio Aquarela e os cantores Surama Rheis e Marcílio Avlis. Vai ser no Casato Bistrô que fica na Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças, no Recife. O couvert artístico custa R$20.

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Foto: Keissy

Laís sobe ao palco acompanhada pelos músicos Isaque Santos (violão 7 cordas), Daniel Coimbra (cavaquinho) e Jefferson Lopes (percussão). As três participações especiais farão a abertura do show além de duetos com a cantora. Ao falar sobre a escolha do repertório para este novo projeto de 2019, ela explica que a ideia era reunir o clássico e o atual. “Todas as músicas têm um significado, mas aí você vai ter que assistir pra entender”, acrescenta, sorrindo.

O cantor Marcílio Avlis conta que se sentiu surpreso e apreensivo ao ser convidado por Laís para fazer um dueto, no show, pois não conhecia a música que farão juntos. “Mas depois que ouvi, me apaixonei pela canção. Eu fiquei muito feliz com o convite, eu sempre torci pelo trabalho dela e acompanho todos e é maravilhoso poder participar desse projeto lindo”, diz ele.

Parceiros em projetos outros profissionais, a exemplo do Vocal 4/4, onde cantam juntos, Marcílio e Laís, também, são grandes amigos. “Somos de brincar um com o outro, ajudar, de conversar sobre nossos relacionamentos, dar conselhos, ela é genial e o seu canto mais genial ainda”, declara o músico.

Amiga e colega de profissão há quatro anos, por intermédio do grupo MPB Unicap, Surama Rheis, que é uma das cantoras convidadas do show, afirma sua admiração pela beleza e identidade vocal de Laís. “Ela chegou ao MPB um tanto tímida, mas nunca me enganou, tanto que eu viva instigando-a a soltar tudo e liberar aquele vozeirão que ela traz guardado. E quando eu quero brincar com algumas cantoras eu sempre fico perguntando: e aí minha filha, quando é, mesmo? Quando é mesmo, o quê? Quando é mesmo que você vai soltar todo esse potencial pra a gente conhecer de verdade? E Laís fez isso com muita maestria. Fico muito tranquila quando a indico para os amigos que gostam da boa música o show de Laís Xavier. Laís tem um cuidado com a escolha do repertório, o modo como conduz, é muito lindo o trabalho dela. Daí não tem como dar errado”, conta a cantora.

Segundo Surama, Laís consegue transmitir, no palco, o cuidado com o trabalho musical preparado. “Ela envolve, embala, conduz o público que eu tenho certeza, só tende a crescer a cada show realizado. Quando ela solicitou que eu indicasse algumas canções para serem apreciadas, eu fiquei muito grata e como não tenho nada de meu, enviei o meu repertório completo para que ela pudesse compor sua obra de arte. Eu me senti muito grata por ser uma das convidadas a dividir esse momento com ela, tentar acrescentar junto ao grande trabalho que Laís vem fazendo”, diz ela.

Estudante do curso técnico em Canto Popular do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), Laís Xavier afirma estar se descobrindo em alguns elementos do universo musical assim como em outros se reafirma, mas percebe um carinho especial pelo samba que estará presente no seu primeiro trabalho autoral de estúdio. “Nada me dá mais arrepio que esse gênero musical que é, tipicamente, brasileiro e que transmite tanta verdade. Dessa forma, eu me identifiquei, rapidamente, com o samba e com o choro. Eu acho de vital importância fazer com que esse estilo musical chegue para as novas gerações, que é o que eu pretendo fazer no meu EP de lançamento. Os jovens conhecem o samba, sabem que existe, mas é tudo muito superficial por conta do imediatismo da geração 2000. Se o samba é pouco conhecido, o choro nem existe pra eles. Eu quero fazer com essa cultura chegue pra esse público”, diz ela.

LAÍS XAVIER – Com 23 anos de idade e 10 de carreira, iniciou sua vida musical na igreja. Sempre muito tímida, era na música que encontrava segurança para desenvolver melhor suas relações pessoais, a partir do contato com o público. O amor pela sua forma preferida de comunicação cresceu e veio a vontade de se aprimorar mais na área. Em 2015, iniciou seus estudos no Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO), onde frequentou aulas de canto e teoria musical. Em 2018, foi aprovada no teste e garantiu vaga no curso técnico do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), para trabalhar, ainda mais, as potencialidades de seu principal instrumento: a voz. Paralelamente aos estudos vocais, também toca violão e ukulelê.

Além da carreira solo, atua como vocalista nos grupos Vocal 4por4 e MPB Unicap, tendo passagem por grandes palcos como dos teatros Luiz Mendonça, Guararapes e Santa Isabel. Em 2014, começou sua trajetória como compositora, escrevendo a canção “Maré Vermelha”. Para 2019, planeja gravar o seu primeiro EP, com repertório autoral.

Serviço
O quê? Show Aqui, tem mais samba! (Laís Xavier)
Quando? Amanhã (08/02/2019) às 21h
Onde? Casato Bistrô (Avenida Rui Barbosa, 1503, Graças, Recife/PE)
Quanto custa? R$20 (couvert artístico)

Se eu decidir acreditar #3 – A reviravolta

Luna sabia que precisava dar o primeiro passo. Durante tantos anos, compreendia o quanto isso poderia ser difícil para alguém que se acostumou com as dificuldades. Às vezes, quem se acostuma com o ruim não sabe reconhecer o que é bom. Tudo o que a guiava, no momento, era uma intensa vontade de conseguir se sustentar, financeiramente, por vocação (e não, apenas, por profissão). Para pessoas como ela, não havia sentido esperar para ser feliz. A felicidade é o sentimento de plantar no jardim onde se quer florescer. Dinheiro nenhum consegue pagar a satisfação do verdadeiro eu.

Uma vez, Luna pegou um livro emprestado por indicação de sua amiga, Júlia.

– Amiga, eu juro pra você: esse livro mudou a minha vida. Leia que você vai gostar. – disse Júlia.

Luna fez inúmeras descobertas por entre os ensinamentos de Dinesh Hari, um escritor budista indiano. A cada vez que lia mais uma página, abria a boca em tom de surpresa e fazia uma cara de pamonha como quem olha pra o nada dizendo:

– Isso é tão lógico, tão óbvio, tão simples, mas ninguém me ensinou.

Apesar da terapia e do livro, Luna foi entendendo que o mais intrigante dos aprendizados da vida era que a cabeça não podia entender sozinha. Para que uma mudança ocorra, o combustível modificador é o sentimento. Essa era a explicação pela qual Luna, uma moça tão inteligente, tão batalhadora, sabia de tantas coisas mas parecia não sair do lugar: ela não sentia estar em outro lugar. Lutava, lutava, lutava mas se sentia só, se sentia triste. Lutava, lutava, lutava. Muitas vezes desesperançosa sem aceitar a própria realidade.

Sempre que relia aquele livro de autoajuda do guru Dinesh Hari, Luna relembrava que tudo o que estava vivendo era resultado de escolhas que fez no passado, ou de coisas atraídas por sentimentos nascidos de pensamentos que não foram cuidados.

Naquela tarde, ela quis conhecer um restaurante famoso em Rukam. Aproveitou suas duas horas de almoço do trabalho e foi. Ao chegar lá, pediu seu prato e ficou sozinha aguardando, na mesa. Passados uns dois minutos, ouve testes de passagem de som. O restaurante estava a inaugurar um projeto que contemplaria pequenos grupos com apresentações diárias cujos horários variavam a depender dos dias da semana. Naquela quarta, aconteceria no horário do almoço. Antes de iniciar, a proprietária do local pega o microfone.

– E aí galera! Tudo certo? Olha só, a gente tá adorando receber esses artistas bonitos, aqui no Rukan’s Bar. O projeto está dando tão certo que a gente conseguiu patrocínio pra financiar o primeiro Festival de Música Autoral da nossa cidade!

(aplausos)

Luna quase engasga com as batatas fritas enquanto a mulher falava.

– Então, vê só: a gente publicou todo o regulamento para as inscrições lá no site do restaurante e gostaríamos de pedir o apoio de vocês nessa divulgação. Se você tem um amigo ou amiga que gosta de música e compõe as próprias canções, convida eles pra preencherem os dados no site com o envio da música em MP3, beleza? Outra coisa mega importante é que até o dia do festival, o grupo precisa vir se apresentar aqui, semanalmente, pra que a galera tenha oportunidade de conhecer a música e cantar junto. A gente vai ter um corpo de jurados e as votações do público online, por isso é muito importante preparar o seu pocket show e trazer pra cá, valeu? Qualquer coisa, a Gisele, nossa assistente, tá aqui pra tirar as dúvidas de vocês. Valeu, gente! Fiquem com a apresentação da galera do Tony Jazz.

– Passa a bolsa.

Luna sentiu algo pontudo em sua cintura e gelou ao ouvir aquela frase. Sua cabeça deu três voltas até que ela se virasse pra ver se era verdade. Não era, felizmente. Era Júlia pregando peça de mal gosto. Luna teve um ataque de tosse com o susto. Todo mundo ficou olhando e até o Tony deu uma parada no show pra perguntar no microfone se estava tudo bem.

– Tá tudo bem, gente! A minha amiga se engasgou mas passou, tá? – diz Júlia, completamente gaisa, com sorrisinho amarelo no rosto.

Luna se recompõe pra falar.

– Júlia, peste, que susto da moléstia foi esse que tu me deu, hein? E que mico, fia, todo mundo ficou olhando…

– Sorry, miga, eu só tava brincando. Acalmados os ânimos, até que foi engraçado, diz Júlia rindo.

– Desculpada, responde Luna com cara de enfezada.

– O que tava rolando antes de eu chegar?

– Então, a dona do bar vai promover um Festival de Música Autoral aí… parece que conseguiu patrocínio e vai ser coisa grande, vai dar oportunidade aos compositores de Rukam.

Júlia arregala os olhos, animada.

– Amiiiiigaaaaaa, tua chance. Vamos inscrever alguma das suas músicas!

Luna não se anima.

– Eu não tô pronta pra isso, Júlia. Tenho algumas músicas que nem harmonizei, nem escrevi partitura, nem registrei e só isso vai me dar um trabalhão por falta de prática, sabe? Eu demoraria anos pra deixar tudo pronto. Fora isso, teria que encontrar amizades musicais que comprassem a ideia, tempo pra ensaiar, arranjo pra montar. Ih amiga, não há tempo hábil pra isso.

Júlia ouve com atenção e acena a cabeça dizendo sim, aguardando o seu momento de falar.

– Ô Luna, me diz uma coisa, amiga: por quanto tempo mais você vai se sabotar?

Luna arregala os olhos de susto. Ela esperava que Júlia concordasse com o que disse e mudasse de assunto mas não foi o que aconteceu. Júlia continua.

– É sério, Luna, você tem tantos anos de estudo, é tão aplicada, canta bem, só falta se dar de presente um pouco mais de confiança em si mesma, amiga… Eu conheço suas músicas e já me imagino ouvindo elas na rádio, sabia? Amiga, se dê uma chance! A oportunidade está bem aqui na tua cara. Se você ganha esse prêmio…

Luna interrompe a amiga.

– Júlia, calma, amiga, eu já tô em pânico só de pensar na possibilidade de me inscrever. Daí a ganhar é chão, viu? Eu sou inexperiente, amiga, você sabe, eu sou uma economista…

Júlia interrompe Luna com mais uma brincadeira, falando ironicamente.

– Você é uma economista, tá na metade do curso, não pode desistir, precisa de grana pra se sustentar, e seu pai, e seu irmão… ai, Cristo! Onde que liga o botão do otimismo nessa menina? Cadê?

Luna sai pela tangente.

– Rapidinho, eu vou ao banheiro.

No caminho ao banheiro feminino, Luna escorrega num guardanapo sujo que caiu no chão e quase cai de bunda no chão. Sorte que Tony estava arrumando seu material enquanto a banda fazia um momento de improviso instrumental no palco e, num reflexo, segura Luna a tempo. Sem jeito, morrendo de vergonha, ela agradece e segue para o banheiro. É o tempo que Júlia avista seu colega do tempo da escola. Acena para Tony que se aproxima de sua mesa.

– Eu tava tão entretida na conversa, aqui, com minha amiga que nem te vi! E aí, que sonzasso, hein?

– E aí Julinha, beleza? A galera é do bem, tamo aí apostando nesse repertório novo, caindo na estrada…

– Tu vai participar do festival?

– Vamo sim, vai ser massa.

– Eu tava, aqui, tentando convencer a Luna a participar. Ela tem umas músicas tão bonitas que só vendo, Tony.

– Massa, massa, mas ela não quer participar, não?

– Eu acho que quer mas a bronca é que ela tá preocupada com o tempo pra registrar as canções, arrumar gente pra ensaiar, essas coisas. A Luna é muito planejada, sabe?

– Mas eu acho que dá tempo, pow, pra resolver tudo isso aí.

– É… talvez ela precise de um empurrãozinho. Tô fazendo a minha parte, diz Júlia sorrindo.

Tony retira o seu cartão do bolso.

– Olha só, eu tenho que voltar pra o palco porque o improviso dos caras tá acabando e eu vou cantar a próxima mas fica com meu cartão pra a sua amiga. Se ela precisar de ajuda com essas coisas a gente pode conversar, beleza? Beijo pra tu!

Tony retorna ao palco pelo mesmo corredor por onde Luna está voltando, ainda cheia de vergonha pela quase queda. Os dois se cumprimentam e Luna volta pra a mesa. Júlia não se contém de animação.

– Você tem duas horas de almoço, dá pra juntar o povo e vir tocar aqui. Os ensaios podem rolar nos fins de semana lá em casa. As harmonias e arranjos, você tira as dúvidas com o Tony que tem mil anos de estrada. Tá resolvida a tua vida, vâmo se inscrever nesse negócio!

Luna faz cara de confusa.

– Que povo, Júlia? Que ensaios? Amiga, eu acho muito difícil começar esses malabarismos do nada. Eu preciso de mais tempo para me preparar. Quem sabe na segunda edição do festival?

– Você que sabe mas quem te garante que haverá uma segunda edição? Amiga, o Tony disse que podia te ajudar, ele é super gente boa, se vocês se conhecessem tenho certeza que ia dar certo.

– Tony?

– Oxe, nunca te falei dele, né? A gente estudou junto na quarta série, na época em que, ainda, se chamava quarta série. Tony tem família de músicos, estudou pra isso a vida toda. Agora tá aí com o projeto de jazz dele.

– Ah, massa, diz Luna se sentindo interessada.

– Olha, eu comentei com ele, rapidamente, sobre a tua situação e, antes de voltar pra o palco, ele me pediu pra te repassar o contato dele pra vocês conversarem.

Júlia entrega o cartão de Tony a Luna. Luna fica sem jeito.

– Ai amiga, como é que eu vou falar de umas coisinhas simples que eu faço em casa pra um cara, completamente, monstro no assunto? Eu nem conheço ele! Não me sinto bem, entende?

– Luna, deixe de pantim, pelamor. Fale com ele! Eu te ajudo amiga… mas anda em direção ao teu sonho.

– Preciso voltar pra a empresa. A gente se fala depois, tá?, diz Luna já se levantando da mesa.

Luna está se sentindo insegura sobre participar de um festival por não ter experiência de palco e, também, por não ter os direitos autorais de suas músicas protegidos. O que você acha que vai acontecer?

Leia os outros capítulos desta história, aqui.
Você pode continuar esta história, aqui, nos comentários e acompanhar o desenrolar dos fatos na categoria Pitaque, se quiser. Você vai ver seus pitacos na história. Quem nunca quis criar o rumo de uma novela? Comenta aí!

Ter um sonho todo azul

Quem tem um timbre de voz diferenciado e marcante deve ser grato pelo resto da vida e não deixar passar a chance de utilizar esse dom. Imagina alguém escutar a sua voz, independente do momento, ou de ruídos ocasionais, ou de qualquer melodia desconhecida, e reconhecer você. É sublime. É uma bênção. A voz é um instrumento poderoso capaz de transformar lugares, no interior do ser, inimagináveis. Tim Maia tinha esse dom. E lutou por ele com garra invejável. Ele se foi mas a voz dele continua, inegavelmente reconhecida, na mente das pessoas onde quer que ele seja ouvido. Sua obra é seu legado. Ele se foi e eu era criança mas ouvi Tim Maia minha vida inteira e ouço, ainda, porque adoro.

A música Azul da cor do mar, composição dele lançada em 1970, é uma de minhas prediletas. Ela fica num grupo especial de outras músicas que me ensinam a olhar para a vida de uma maneira mais reflexiva e sábia. Era dom, também, a maneira que ele tinha de falar sobre a vida e ele o aproveitou muito bem. Azul da cor do mar me leva a um lugar de resignação. Muitas vezes, confundi resignação com derrota. Nada disso: resignação é uma postura sábia de gente que não perde a esperança de que o futuro pode ser diferente sem perder, também, a aceitação sobre o momento presente. E aceitar, minha gente, é abraçar tudo o que, hoje, é, do jeito que é, sem tentar modificar forçando soluções que podem gerar novos problemas. Aceitar o presente é tomá-lo como um ponto de partida, é entender que, em tudo, existe uma oportunidade de sermos melhores.

Ao aceitar o presente podemos pretender o futuro e é assim que nossos sonhos se tornam reais: liberamos a carga de insatisfação ao aceitar e abrimos espaço para focar na realidade que queremos. Por isso, é importante sonhar. Nós somos o que sonhamos, somos seres puramente subjetivos, feitos de energia. Nós precisamos sonhar. Ao sonhar, estamos co-criando uma nova realidade para as nossas vidas.

Fiz um cover de Azul da cor do mar (a long time ago). Assistam a seguir =*

 

Não somos o que queríamos ser

Não somos o que queríamos ser. Somos um breve pulsar em um silêncio antigo com a idade do céu. 
(Paulinho Moska)

Já viu letra mais linda que essa? Já viu reflexão mais assertiva sobre a existência humana? Quem somos, afinal? Quem somos diante da grandeza de todo o universo? Quem somos para interferir ou pensar que obtém o controle sobre o seu funcionamento? Eu sempre viajei na letra de Idade do céu. Música linda, lançada em 2003. Composição de Jorge Drexler com versão em português de Paulinho Moska. Eu queria tê-la cantado em espanhol, também, mas a versão em português toca tão fundo quanto.  Como o Moska é sensível, né? Não é de hoje que venho observando as composições dele. Melodias encantadoras, letras cheias de sentimentos. Algumas me marcaram no coração como Pensando em você, Tudo novo de novo e Meu nome é saudade de você.

Mas voltando a Idade do céu, sabe que eu não sei quando essa música entrou e ficou na minha cabeça? Eu tenho uma lembrança muito viva da Simone cantando-a com a Zélia. Um dueto liiiindo e ouvir me trazia muita paz. A voz doce da Simone e a mensagem da música foram a fórmula certeira para que eu repetisse essa música no Youtube um zilhão de vezes  para ouvir. Que mensagem, bicho! Quem somos nós, minha gente? Quem é você? Do que você dá conta? Você é parte. Para quê se aperrear? É tão simples mas é tão rico. Encaramos a vida com outro olhar a partir do momento em que decidimos cuidar do que está sob o nosso controle e reconhecer o que não está. Ao reconhecer, dimensionar a questão e relaxar quando nada se pode fazer a respeito. Felicidade é, também, o que a gente aprende a poupar, a diluir, a desatentar. Felicidade é, também, abrir espaço. Deixar de focar energia  em causas desnecessárias e usar essa mesma força para causas que interessam, que contribuem, que transformam.

Fiquei feliz quando meu amigo Alisson Fernando propôs essa música pra a gente fazer no canal. Outro TBT das antigas pelo qual tenho muito carinho. Assista :*

Podia ter vivido um amor Grand’ Hotel.

Grand’ Hotel é uma música que foi lançada em 1991 pela banda Kid Abelha. Foi escrita pelo trio George Israel, Lui Farias e Paula Toller. Eu não diria que, necessariamente, tenho uma história com essa canção (muito bela, por sinal!). Ela estava ali fazendo a trilha ambiente da minha infância, sem que eu me atentasse para isso. Anos 1990 e meu tio adolescente colocava as fitas cassete pra rodar no gravador. Fã das bandas de rock dos anos 1980 e exímio apreciador de música nas alturas, meu tio não deixaria faltar Kid Abelha em sua playlist. Estava lá a Paulinha cantando enquanto eu brincava de pique esconde com as minhas primas, no quintal.

Kid Abelha é assim: um caso curioso de músicas que sei cantar sem lembrar direito como e nem por quê. Só sei que é bom! Mais tarde, meu amigo violonista e cavaquinista Brown Sousa a sugeriria para a fazermos juntos pra o canal. Eu (que nem gosto de receber indicações de coisas pra ouvir e cantar de mentira que eu adoro, sim) me amarrei na ideia! Principalmente porque, mais tarde, também, a Paula Toller seria uma grande inspiração pra mim. Nossos timbres se assemelham em leveza e alcance de agudos. Ela sabe muito bem o que fazer com a voz e ouvi-la é aprender e me espelhar nisso.

Grand’ Hotel é a descrição do típico amor imaturo que não cultiva o tempo certo para plantios e colheitas. São os impulsos do ego que falam mais alto sem se importarem com as consequências. É a tradução poética da dor do arrependimento, das dúvidas sobre ter feito diferente. É a preferência pelos extremos: se amar como eu amo não dá certo, então, será que é melhor não amar? É aquele sentimento, sabe, tão intenso que não questiona o que é o amor, que não aceita outras condições, que não enxerga o que a inexperiência não pode mostrar. É uma melodia doce e melancólica de uma história que poderia ter sido mas não foi.

Sorte nossa que as coisas têm um tempo certo para acontecer, né? Tudo o que vem é reflexo do que sentimos e de como sabemos lidar, até aquele momento. Atraímos situações e pessoas em sintonia com a nossa sintonia. Dor é oportunidade. Dor é evolução.

Aí vai o cover que fizemos (a long time ago) de Grand’ Hotel :*


Minha história com Brigas nunca mais

Brigas nunca mais  é uma música de 1959. Foi lançada no lendário álbum Chega de saudade, um marco na história da Música Popular Brasileira pois trazia ao público a primeira apreciação do movimento Bossa Nova quando sua ilustre tríade, representada por Tonzinho (Tom Jobim), João Gilberto e o Poetinha (Vinicius de Moraes), se juntou para apresentar os primeiros resultados daquela parceria. Nossa, como eu amo o Vinicius! Tudo começou quando decidi montar um projeto com as músicas que ele letrou no ano de seu centenário. Fui até a biblioteca pública da cidade mais próxima e arranjei a biografia dele para ler. Devorei aquele livro, de nome Vinicius de Moraes: O poeta da paixão: Uma biografia, de José Castello. Após cinco anos daquela leitura, ainda, lembro de tantas passagens, tantos sentimentos ao entrar em contato com aquelas histórias, tanta vontade de ter sentido os ares da Bossa Nova, a época em que Vinicius vivia… Eu me apaixonei pelo jeito errante e romântico dele, pelos poemas, pela maravilhosa maneira de escrever as letras daquelas músicas, beirando à perfeição em algumas e, em outras, sendo, honestamente, perfeito! A prosódia, completamente, condizente com as melodias. Vinicius é um amor e um ideal na Literatura e na Música, para mim. Sempre, será. Penso nele, ouço a obra dele e, sempre, me emociono. Consequentemente, e por tabela, amei e amo os parceiros de composição dele. Certamente, ao ler suas biografias, o amor só aumentará, também. Esse povo, inegavelmente, fez história.

Pois bem, ao entrar em contato com as primeiras pesquisas da disciplina de Canto Popular, no curso técnico do Conservatório de Música, eu sabia que deveria cantar Bossa Nova. Trouxe Vinicius e Tom comigo. Eu, tão verde, nunca havia pisado em um palco de verdade pra cantar. Havia cantado em salas, mesmo quando cantei em eventos, eram grandes salas. O Conservatório tem um auditório que imita um teatro, tem um palquinho com direito a escadas pra alcançar. Foi neste dia que tomei a decisão de nunca mais cantar de salto. Minhas pernas tremiam e parecia que havia um grande parafuso em cada salto pois não saíram do mesmo lugar durante as quatro músicas que cantei. E Brigas nunca mais estava entre elas. Uma música fofa, sabe? Que transmite a sensação de um amor leve, com briguinhas à toa, e doces reconciliações. Chega a ser um pouco cômica a forma de se falar de amor, nela mas, sem dúvida, uma forma linda onde o mesmo amor se demonstra forte e inabalável às tempestades.

Tempos depois, durante o curso de Violão Popular em outro Centro Musical, sugeri ao meu professor tocá-la na audição de alunos. Aí pude cantar e me acompanhar tocando. Pense numa coisa gostosa! O violão me dava uma sensação de segurança, o gosto pela música me fazia ter vontade de dar o meu melhor. Não que eu seja uma Brastemp, mas pense num sentido que esse fazer me traz! Foi com Brigas nunca mais que me estreei tocando e cantando no canal. Postei e saí correndo. Não divulguei em canto nenhum até a escrita deste post que levará o vídeo em anexo. Quando gravado, era pós São João mas, no Nordeste, vocês sabem, o São João só acaba quando chega agosto. Então, havia som nas alturas na casa dos vizinhos, menino estourando os fogos que sobraram da noite de festas, etc. Eu estava criando coragem para gravar. Gravei e postei como uma maneira de dizer pra mim que faz sentido começar, mesmo que não esteja perfeito, mesmo com vergonha. Deixei a sonoplastia dos fogos sobreviverem ao vídeo pois quando eu poderia imaginar que depois que eu cantasse a palavra “chegou” haveria uns fogos, estourando? Foi como uma sonoplastia contratada: “olha, quando eu cantar que a moça chegou, solta uns fogos aí, beleza?”.

Gosto desse vídeo. Após ele, não voltei a gravar (kkkk). Mas vou voltar porque sei que o sentido é a trajetória e não o resultado. O sentido é aquilo que a gente sente enquanto faz o que se ama e como nos projetamos para superar os desafios que surgem, no caminho. Aí foi a minha história com Brigas nunca mais. Aí vai meu cover dessa música para vocês assistirem :*