Izabela Alves: uma pessoa que você precisa conhecer

Bela
Izabela Alves

Eu conheci Bela (a incrível fotógrafa Izabela Alves) durante o curso de Comunicação Social com Habilidade em Jornalismo. Não consigo lembrar em que período, exatamente, ficamos próximas, mas lembro que a afinidade foi instantânea. Bela sempre cuidou de mim e me dá os conselhos mais assertivos. Enquanto todo mundo estava, ainda, a procura do que fazer, Bela era uma das únicas do curso que parecia haver achado o seu caminho (e achou!). Ela é uma das pessoas que mais admiro na minha vida. Ela merece todos os holofotes.

Bela é sensível mas é muito forte, ao mesmo tempo. Ela luta com todas as forças pelos objetivos dela e nunca deixa de tentar coisas novas. Apegada à família, seu discurso é delicado, sua voz é doce, mas ela é, também, muito firme. Eu amo a nossa amizade e me sinto privilegiada por tê-la em minha vida. Ao longo de sua carreira, Bela coleciona trabalhos e imagens incríveis. Sozinha, ela iniciou a Izabela Alves Fotografia. Hoje, tem uma equipe para lhe dar suporte. É super requisitada para registrar casamentos, aniversários e outros eventos. Fora a graduação em Jornalismo, é, também historiadora. Conheça um pouco da sua história.

Izabela Alves Fotografia
Casamento de Carol e Leonardo. Foto: Izabela Alves

Ao ser questionada sobre a forma como escolheu a fotografia, Bela responde que foi, ainda, no segundo semestre do curso universitário, quando foi em busca do seu primeiro curso especializado no assunto. “Estava curiosa para saber como as coisas funcionavam nesta área, já que as cadeiras de fotografia só iriam acontecer no fim do curso. Neste curso eu me apaixonei… cada aluno tinha um foco: fotografia de criança, arquitetura, moda… Eu (para variar) fiquei em dúvida, mas saí de lá certa de queria registrar casamentos. Eu me dei conta que queria ser uma profissional da área estudando fotografia, eu achava bonito, gostava de clicar momentos, família, felicidade… algo muito forte me tocou e desde então eu soube que era para sempre!”, diz ela.

Segundo Bela, a fotografia é uma das maiores razões de sua felicidade (coisa boa é trabalhar com o que se ama, né?). Ela me contou como se sente, enquanto fotografa. “Um sentimento de êxtase toma conta do meu corpo a cada trabalho que desenvolvo. Quando sento para editar e percebo a quantidade de momentos de felicidades que consegui capturar, me sinto realizada! Sei que contribui para a preservação da memória dos meus clientes, fico feliz por eles! Na minha vida, a fotografia significa salvação! Ela me ajudou a sair do mar de dúvidas que eu me encontrava. Eu não sabia o que queria da vida até me encontrar com a fotografia. Hoje em dia, ela tem um significado ainda mais forte pois é ela que me cura, é ela que me tira de momentos fortes de tristeza, ela é minha melhor terapeuta!”, conta ela.

Izabela Alves Fotografia
Ensaio em Nova York. Foto: Izabela Alves

Eu sou testemunha do quanto as pessoas se sentem felizes e realizadas com o trabalho da Bela, por isso, perguntei como ela se sente com todo esse carinho e retorno. “Ah, eu fico super feliz quando um cliente aprova o trabalho, quando recebo uma mensagem de agradecimento. Normalmente, os clientes falam que não lembravam de certas coisas e isso resume bem o que faço: sou uma coletora de memórias!”, declara.

Considero Bela uma pessoa bem sucedida porque ela é feliz com o que faz e com as pessoas que estão ao seu redor. Perguntei pra ela o que mais contribui para que ela seja quem é ou quem gostaria de ser. Ela me deu ingredientes fundamentais como persistência, foco, determinação e apoio de familiares e amigos. “São eles que me incentivam, que curtem e comentam meus trabalhos, que vibram com as minhas conquistas, até as mais pequenas”, diz ela.

Sabe por que eu quis contar a história da Bela? Porque o mundo precisa de inspiração e ela é um exemplo disso. O mundo precisa conhecer pessoas como Bela que possuem a coragem de lutar pelos seus sonhos com garra, ética e honestidade. O mundo precisa de mais Belas nos holofotes.

Finalizo meu texto com um ping pong incrível que eu fiz com ela.

Se você fosse dar um conselho para quem você era há 10 anos, qual seria? Tenha calma, tudo vai dar certo! Tenha mais paciência e seja gentil consigo mesma.

Se você pudesse traduzir o propósito da vida e o sentido da felicidade, o que você diria? Nossa… pergunta difícil! Mas lá vai minha opinião: o propósito da vida é (pelo menos a minha) é cuidar das pessoas que amo. Não consigo ser alguém que não se preocupa com o outro. Além da fotografia, a minha vida é preenchida com muito carinho que distribuo entre pessoas especiais da minha vida. Eu amo fazer isso e faço com prazer. Sem isso eu seria incompleta. Para mim, felicidade é ver o outro feliz, bem resolvido, isso me deixa alegre!

Se o mundo pudesse te ouvir, qual seria o teu recado? Além de resiliência (palavra da moda, atualmente), procure praticar a compaixão! Em poucas palavras, pare, apenas, para se colocar no lugar do outro, arregace as mangas e faça algo de bom e construtivo pelos outros!

Fique à vontade para acrescentar o que quiser. Amo você amiga… a sua entrevista mexeu comigo… adorei respondê-la!

Eu te amo muito, Bela. Obrigada.

Para conhecer o trabalho da Bela, acesse: izabelaalves.com

 

 

Ouça a entrevista que fiz com Bela:

Assista a entrevista que eu fiz com a Bela:

Onde não posso ir

Paulista, 17 de janeiro de 2018

Supremo Deus,

Tenho pensado em minha falta de paciência. Andei reparando na facilidade sob a qual perco o equilíbrio diante de situações cotidianas que, geralmente, não se realizaram como eu gostaria. Considero-me uma pessoa resiliente e complacente em grande parte de minha existência, portanto, devo dizer que posso sentir que alcancei o limite da paciência quando uma quantidade considerável de situações cotidianas me desapontam. Não só isso. Tenho reparado que minha paz de espírito pouco tem se recarregado. Embora eu recorra às melhores intenções em meditações, leituras e desabafos, comprometendo-me comigo mesma, todos os dias, a ser alguém melhor, devo dizer, com pesar, que a paz de espírito me faz falta em situações de provação.

É como se cada pequena insatisfação não se desfizesse sem grande luta, dentro de mim. Antes que dê tempo de reassumir as rédeas e continuar, outra insatisfação se segue me fazendo, assim, sentir vontade de parar e, até, de me afundar em outros tantos poços antigos de insatisfação, como uma bola de neve que engorda e derruba tudo o que encontra pela frente. É com humildade que peço-lhe, por favor, ajude-me. Sei que a raiz de qualquer solução não está, simplesmente, em evitar as insatisfações. As insatisfações precisam ser trabalhadas, entendidas, refletidas para, assim, serem enfrentadas. A aceitação completa e total de todas as coisas é, também, um trabalho árduo. Todo e qualquer sentimento está sob o domínio de quem o sente.

A mudança parte de uma decisão. Toda decisão implica luta. As lutas internas são as mais difíceis. Dentro de todo esse processo de autorreflexão, sinto-me perdida. Como se não soubesse que passo dar. Eu sei que não é sempre que o racional fornece o que precisamos. Muitas vezes, é o coração quem mostra o caminho. Coração é conexão. É com humildade, Deus, que peço-te conexão. Ajude-me a reencontrar meu mundo interior de forma que situações externas não me abalem com tanta facilidade. De forma que eu entenda e saiba, mesmo sem saber, onde achar confiança.

Eu sei que Deus vai nos lugares onde não podemos chegar. Eu peço-te acesso. Que toda impaciência seja entendida mas que qualquer mínimo passo para um olhar profundo para o lado de dentro possa ser realizado mediante a Sua guia. Eu peço-te persistência, principalmente, para todos os momentos em que passar pela minha cabeça que não vale mais a pena por hoje. Não deixe-me desistir. Não deixe-me enganar por meus próprios pensamentos.

Um abraço forte,

Sua filha.