Jonatas Onofre Quarteto estreia com lançamento de singles

Anderson Silva na guitarra, Ksandro Azevedo no baixo, Nando Zé na bateria e Jonatas Onofre no vocal e no piano: essa é a formação musical que, desde 2017, vem encantando o público pernambucano com apresentações ao vivo de um som que, segundo o grupo, experimenta a canção brasileira em vários gêneros. Após dois anos de ensaios e shows pelo estado, Jonatas Onofre Quarteto lança, no próximo dia 18, às 23h, sua primeira gravação de estúdio de nome Vítima Ínfima.

“A canção surgiu do desconforto diante de uma percepção, cada vez maior, da condição do povo preto e pobre no mundo e, principalmente, no Brasil. Também, de um sentimento de revolta perante as lembranças da infância das muitas situações de violência testemunhadas ou relatadas por pessoas próximas. Diante das dores, Vítima Ínfima é uma sugestão de recomeço, procurando na poesia um outro lugar, um destino luminoso para os que só conhecem uma herança de sofrimento”, conta Jonatas. Com letra e música de Jonatas Onofre, Vítima Ínfima é um retrato real e sentimental da condição da população negra, no Brasil. É um grito silenciado, anteriormente, por anos, de um sofrimento que passou velado pela sociedade. A música tem uma mensagem, expressa em letra, melodia e arranjo, muito forte e toca num lugar profundo e sensível da história do país. 

Jonatas Onofre

O single foi mixado e masterizado no Estúdio Muvuka e será lançado, oficialmente, em todas as plataformas digitais e nas redes sociais de Jonatas Onofre Quarteto. A produção executiva do trabalho é da Cultura Iminente. “Até a data de lançamento, o público poderá sentir a mensagem do single aos poucos em um esquema de informações, curiosidades e bastidores e até contagem regressiva com direito a pedaços da obra a serem revelados em um material de publicação específico para as redes sociais do grupo. É um trabalho de muita sensibilidade, de muita verdade e de muita necessidade para o cenário atual da sociedade brasileira”, diz Rodrigo Silva, diretor da Cultura Iminente.

Duas semanas após o lançamento de Vítima Ínfima, no dia 1º de fevereiro, Jonatas Onofre Quarteto lançará o segundo single desse trabalho autoral como uma continuidade desse discurso.

Acompanhe as novidades do grupo no Instagram: @jonatasonofrequarteto

O QUARTETO – O Jonatas Onofre Quarteto surgiu em 2017 com um repertório que atravessava o disco “Aparicíon”, lançado por Jonatas Onofre no mesmo ano, e mais algumas canções inéditas ou presentes em outros trabalhos do músico, como o disco-intervenção “Qui tolles vulnere”, também lançado em 2017. A partir do formato quarteto, os novos arranjos foram elaborados em colaboração com os três parceiros (Anderson Silva na guitarra, Ksandro Azevedo no baixo e Nando Zé na bateria). Em 2019 o grupo retoma a proposta de uma apresentação focada na construção de atmosferas poético-musicais a partir das canções mais representativas do universo criativo de Jonatas Onofre, repensadas num contexto de banda incluindo agora canções do trabalho solo mais recente “Caaporã”. 

Em dois anos de estrada a parceria entre os quatro amigos músicos, já rendeu shows em cidades como Igarassu, Goiana e Recife. Apresentaram-se no Festival Íntimos no Roma Café (Goiana/PE – 2017), no lançamento da IV coletânea Recife Lo-fi na Mansão do Amor (Recife/PE – 2017), no ato em comemoração aos cinco anos do Ocupe Estelita (Recife/PE – 2017) no Rolê Experimental do Mundo Novo (Recife/PE – 2017), na primeira edição do Igarassu Sonoro no Paranã Puka (Igarassu/PE – 2018), na Feira Agroecológica da Várzea (Recife/PE – 2018), na casa Jambo Azul (Recife/PE – 2018) lançando, no final de 2018, o novo show “Aparicíon + Caaporã” e no Terra Café (Recife/PE – 2019). 

Canção brasileira experimentada em vários gêneros é o que melhor pode definir (jamais totalizar) o som produzido pelo grupo. Jazz, blues, afoxé, salsa, rock progressivo a partir de temas que vão desde a crítica às injustiças sociais, racismo e esvaziamento das relações humanas aos caminhos misteriosos do sagrado, da amizade e do autoconhecimento. Além dos shows com o trio ao longo desses anos, Jonatas Onofre também dividiu o palco com Aninha Martins, Matheus Mota, Flor de Mulungu, Sam Silva e Projeto Tertúlia. 

Madrugada é o lançamento musical autoral de Laís Xavier

O advogado e percussionista Jefferson Lopes é, também, poeta. Um dia, ele mostrou um de seus escritos interminados para a cantora, compositora  e amiga Laís Xavier. Ela, então, musicou o poema e completou sua letra. Foi assim que nasceu Madrugada, primeiro single autoral da artista pernambucana, regado a muito zelo e delicadeza pela produção musical de Marcelo Rêgo que, também, assume o contrabaixo elétrico e a guitarra do fonograma, assim como Jefferson assume a percussão. A gravação e a mixagem ficaram por conta do Sammy Barros Music Studio.

Madrugada foi lançada, recentemente, em todas as plataformas digitais. É fruto de um trabalho maduro da cantora, que vem se apresentando, há anos, pelos palcos do Recife e região. A inspiração da música veio de uma outra interpretação da primeira parte da letra, recebida por Laís das mãos de Jefferson. “Minha primeira sensação foi a de havia alguém buscando satisfazer suas vontades sexuais após um dia de trabalho. Quando adicionei a voz da mulher, eu quis igualar o direito de voz de ambos os gêneros, de uma maneira delicada, demonstrando que a mulher tem, também, as suas necessidades”, explica Laís Xavier, que divide os vocais com o cantor Rodrigo Serafim.

Conheça Madrugada:

LAÍS XAVIER – Com 23 anos de idade e cantora já há 10 anos, a pernambucana Laís Xavier iniciou sua vida musical na igreja, como muitos cantores. Sempre muito tímida, era na música que a artista encontrava segurança para desenvolver melhor suas relações pessoais, a partir do contato com o público. O amor pela sua forma preferida de comunicação, já que também tem graduação em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), só cresceu e veio a vontade de se aprimorar mais na área. Em 2015, Laís iniciou seus estudos no Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO), onde frequentou aulas de canto e teoria musical. Em 2018, foi aprovada no teste e garantiu vaga no curso técnico em Canto Popular do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), para trabalhar ainda mais as potencialidades de seu principal instrumento: a voz. Paralelamente aos estudos vocais, também toca violão e ukulelê. Além da carreira solo, Laís atua como vocalista nos grupos Vocal 4/4 e MPB Unicap, tendo passagem por grandes palcos como dos teatros Luiz Mendonça, Guararapes e Santa Isabel. Em 2014, começou sua trajetória como compositora, escrevendo a canção “Maré Vermelha”. Em 2019, a artista lançará o seu primeiro EP, com repertório autoral.

MARCELO AUGUSTO RÊGO DE OLIVEIRA – Recifense. Arquiteto de formação. Músico autodidata e compositor (letras e músicas). Iniciou-se na música ainda na adolescência, influenciado pelo gosto por bandas do rock nacional e internacional dos anos 80 e 90. Iniciando a carreira como baixista em 1995 participou da fundação de bandas como o Mantra-X (1997), Blush (2000, banda que contava entre outros integrantes com Enio Damasceno [Mellotrons, Phalanx Formation]) e Ultravórtice (2005). A princípio tocando covers do rock nacional e internacional anos 80 e 90, logo iniciou seu trabalho como compositor tanto de músicas como letras, chegando a tocar em locais importantes dentro da cena de Recife, como o Docas bar, no Recife Antigo, e o Carnaval Descentralizado de Recife. Atualmente, segue como baixista da banda de rock alternativo A HEAD AHEAD e lidera o projeto musical Sargaço Nightclub, onde é vocalista e guitarrista e segue compondo suas canções ou fazendo releituras de artistas locais na cena indie recifense.